MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CARIDADE CRISTÃ.

 CARIDADE CRISTÃ. 

Mt 5:42: "Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes."

Lc 6:31: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles."

Vamos falar sobre caridade cristã, pois há muitas interpretações fora do texto bíblico, do que é ser caridoso e do que é ser pobre segundo a Bíblia. 

Creio que malandragem sempre existiu, mas não como em nossa época, pois me parece que hoje ser esperto é passar a pena nos outros e levar vantagem a qualquer custo, mas a caridade cristã tem uma lei: "fazei aquilo que quereis que vos façam"; seguindo essa lei, eu não vou fazer a ninguém de otário, porque não quero que ninguém me faça de otário. Mas então eu ajudo alguém que não conheço (uma pessoa pedindo ajuda no semáforo, por exemplo), mas eu não sei se realmente essa pessoa está passando fome ou se aquela esmola é para comprar crack; ou seja: eu estou ajudando ou sustentando o vício de um escravo de Satanás? Lembra da lei cristã: "fazei aquilo que quereis que vos façam"? Pois é; eu não quero ser um escravo de Satanás e não quero que ninguém seja também. A caridade cristã deve ser praticada, mas com os domésticos da fé, isto é, com aqueles que estão em dificuldades, mas que você conhece e sabe que realmente as dificuldades existem; porém já pelo fato de alguns pedirem ajuda no semáforo, no estacionamento de supermercados, ou em outro lugar público é claro que esse sujeito não pode ter nenhuma intenção de mudar de vida...

Vamos lá; eu como cristão tenho alguma obrigação moral de ajudar moradores de rua com dinheiro ou comida? A resposta é não! O cristão deve socorrer seus irmãos na fé e até seu vizinho, ou conhecido descrente que ficou desempregado e precisa de comida pra sua família, e que veio à sua porta pedir ajuda, mas quem a gente nunca viu na vida e vem bater em casa pra pedir alimentos, isso jamais; pois o tal está buscando uma solução fácil pra manter seu vício, sua preguiça, sua falta de vergonha na cara...

Há alguns anos atrás, cerca de uns vinte mais ou menos, uma mulher vinha duas vezes (ou mais) no mesmo mês, pra pedir alimentos em casa; e sempre era a mesma história: meu marido está desempregado, blá-blá-blá... Mas um dia eu resolvi evangelizá-la e pus alguns panfletos bíblicos juntos com os alimentos; sabem o que aconteceu? Aquela mulher nunca mais apareceu em casa; mais tarde descobri que ela vivia pedindo em várias outras casas e vendia as mercadorias que arrecadava, ou seja, malandragem descarada. Também na mesma época, era um tal de gente vir pedir alimentos em casa... E nós, bestas como éramos, sempre dávamos algo; mas um dia um vizinho me contou que uma das pessoas que ele viu bater em casa, pegava feijão, arroz ou qualquer outra coisa, e ia na favela pra trocar por droga; ou seja, eu estava alimentando traficantes com a provisão que Deus tinha posto em meu lar; mas de cara eu não dei muita atenção, até que um dia veio uma garota pedir algo na porta da minha residência; era uma jovem totalmente fora de si que mal conseguia falar direito e cheirando a álcool; só então é que caiu a ficha, pois todas aquelas pessoas que iam na "boca" pra comprar droga e não tinha dinheiro, ou se já deviam pro traficante, era dado o meu endereço pra que viessem pedir algum item que pudesse ser trocado por crack, maconha etc. Ou seja, minha casa virou provedor de viciados e depensa para alimentação de traficantes. Isso é caridade cristã?!

Certa vez minha esposa e eu ajudamos uma família que estava morando na rua, e outra vez demorou pra cair a ficha; mas com o passar do tempo vimos que aquele homem e aquela mulher não queriam nada com nada; muito embora tivéssemos pena das crianças, dos quatro filhos deles, pois os pais eram viciados em crack e as crianças estavam na miséria, moralmente fomos obrigados a parar a ajuda, pois os dois preferiam o vício do que endireitar suas vidas para dar um lar digno àquelas crianças. 

Meu irmão, você não tem nenhuma obrigação de ajudar quem você não conhece, você não deve dar nenhuma esmola pra moradores de rua, eles estão lá porque escolheram a miséria. A única coisa que devemos a todas as pessoas é pregar o Evangelho de Cristo, pois ele é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm.1:16). Quando realmente alguém crê no Evangelho, sua vida muda, pois aquele que roubava, não roubará mais; aquele que era um vadio, irá procurar trabalhar para ter seu sustento com o suor do seu próprio rosto, como está escrito (Gn.3:19); e quem era viciado deixará de ser escravo de Satanás. É esse o amor que devemos uns aos outros e não a conivência com a safadeza de quem não quer nada com a verdade. 

Hoje eu não dou nada pra ninguém na rua e se conheço alguém que é ou vive de malandragem, também não dou um centavo sequer, pois meu lar e tudo o que tenho foi me dado por Deus e a única caridade que faço a estranhos, quando tenho oportunidade, é pregar o Evangelho de Cristo. Outra coisa, quando você ajuda alguém uma, duas ou três vezes, e essa pessoa vai se encostando cada vez mais em você; corte o mal pela raiz, pois a coisa está descambando pra sem-vergonhice, pois quem recebeu ajuda, deve se esforçar para se reerguer e não precisar mais pedir a ninguém; é daí que se conhece a má índole da pessoa. 

Quer ajudar os pobres biblicamente? Ajude aos cristãos em situação de perseguição nos países africanos, asiáticos ou em qualquer lugar do mundo em que haja restrições ao Evangelho. Há organizações idôneas que prestam auxílio humanitário a cristãos que foram deslocados de seus lares, ou que estão presos por causa de sua fé em Cristo, ou que perderam tudo por causa de Jesus; esses são o pequeninos irmãos do Senhor e são esses que nunca vão poder pagar o que fizermos por eles (Mt.25:40).

Lc 6:32-36: "Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai."

Ev. Levi. 

QUANTO CUSTA UM POLÍTICO NO BRASIL?

CUSTO DO SISTEMA POLÍTICO DO BRASIL AOS COFRES PÚBLICOS. 

Somente com o deputado federal, ao longo de um ano, o custo total de remuneração bruta (salário, verba de gabinete etc) é de R$ 625.943,56 por ano. Portanto, somando os salários dos 513 deputados, o valor chega a R$ 321.109.144,28 aos cofres públicos.

Os deputados ainda têm direito a uma média de R$ 44.952,85 mensais de Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), que pode ser usada para custear a atividade, com pagamento de gastos operacionais, como combustível e alimentação. Em 2024, os parlamentares gastaram um total de R$ 250.776.579,14.

Parlamentares que não utilizam as moradias funcionais ainda recebem R$ 4.253 de auxílio-moradia por mês. Em 2024, o total gasto com auxílio-moradia foi de R$ 5.552.889,42.

Além disso, os deputados recebem auxílio para viagens oficiais, de R$ 842 em viagens nacionais, US$ 391 para países da América do Sul, e de US$ 428 para outros países. No total, foram gastos R$ 3.764.176,01 com auxílio-viagem em 2024.

Somando todas essas verbas, um deputado custou R$ 1.817.532,74 em média durante 2024, sem contar o salário. No total, foram R$ 932.219.614,79 para todos os parlamentares.

Custo total

Somando o custo anual de remuneração direta e das verbas a que cada gabinete tem direito, cada deputado pode custar cerca de R$ 2,7 milhões por ano aos cofres públicos por ano, ou uma média de mais de R$ 220 mil por mês.

Somados, os 513 deputados podem gastar um total próximo de R$ 1,4 bilhão, apenas com sua remuneração bruta mensal e as verbas destinadas aos seus gabinetes. A conta não leva em consideração valores variáveis, como auxílios para viagens oficiais ou reembolsos de despesas.

[R$1.385.100.000 - por ano é quanto custa aos cofres públicos, só pra manter 513 deputados federais. Mas o problema do Brasil são os aposentados que ganham um salário mínimo ou um pouco mais; né?].

Deputados estaduais.

Atualmente, deputados estaduais têm um teto salarial fixado por lei. Os membros das Assembleias Legislativas de cada estado podem receber, no máximo, 75% do subsídio pago aos deputados federais.

Como o subsídio pago aos deputados federais é de R$ 46.366,19, os legisladores estaduais recebem, no máximo 34.774,64.

Além disso, os deputados estaduais também recebem outros valores, como cotas e verbas de gabinete, cujos valores variam entre os estados.

O aumento no número de deputados federais também provoca um efeito cascata nos estados, que também precisarão aumentar as cadeiras nas assembleias legislativas estaduais.

No total, o Brasil passaria a ter 30 deputados estaduais a mais a partir de 2027. A ampliação pode ter um impacto somado de R$ 85 milhões, segundo levantamento feito pelo "g1".

Veja como o custo será distribuído entre os estados:

• Amazonas: R$ 17.309.940,48

• Ceará: R$ 2.269.422,61

• Goiás: R$ 2.112.932,02

• Minas Gerais: R$ 2.733.766,80

• Mato Grosso: R$ 22.303.774,08

• Pará: R$ 9.646.774,72

• Paraná: R$ 2.709.507,62

• Rio Grande do Norte: R$ 15.378.700,44

• Santa Catarina: R$ 10.973.770,52

DEPUTADOS ESTADUAIS DE SÃO PAULO. 

Com seus 94 representantes, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que retoma os trabalhos nesta terça-feira (3), é frequentemente citada como o "maior Parlamento subnacional da América Latina". Para manter a estrutura com tantos gabinetes, os deputados paulistas, juntos, gastam por mês mais de R$ 25 milhões. As bancadas que mais gastam são as do PSDB, do PT e do PP.

Segundo o levantamento feito pela TV Globo, o custo médio mensal dessas três bancadas é superior a R$ 315 mil por deputado (confira a metodologia mais abaixo).

O PSDB tem oito parlamentares, com gasto médio mensal de R$ 328,5 mil. Já o PT, segunda maior bancada da Alesp, com 17 deputados, tem gasto médio de R$ 319,2 mil, enquanto o PP, com apenas dois parlamentares, tem custo médio de R$ 318,6 mil.

Por outro lado, os dois partidos que "mais economizam" são legendas com apenas um deputado: o Novo, com gasto mensal médio de R$ 176,8 mil, quase metade do gasto médio do PSDB (54%), e a Rede Sustentabilidade, com gasto mensal médio de R$ 235,5 mil...

Fontes:

https://valor-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/valor.globo.com/google/amp/politica/noticia/2025/06/26/quanto-custam-deputados-federais-e-estaduais-aos-cofres-publicos.ghtml?amp_gsa=1&amp_js_v=a9&usqp=mq331AQIUAKwASCAAgM%3D#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=17720270244456&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&ampshare=https%3A%2F%2Fvalor.globo.com%2Fpolitica%2Fnoticia%2F2025%2F06%2F26%2Fquanto-custam-deputados-federais-e-estaduais-aos-cofres-publicos.ghtml

E:

https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/03/deputados-de-sp-gastam-mais-de-r-25-milhoes-por-mes-com-gabinetes-psdb-pt-e-pp-lideram-custo-medio.ghtml?amp_gsa=1&amp_js_v=a9&usqp=mq331AQIUAKwASCAAgM%3D#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=17720279014220&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&ampshare=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fsao-paulo%2Fnoticia%2F2026%2F02%2F03%2Fdeputados-de-sp-gastam-mais-de-r-25-milhoes-por-mes-com-gabinetes-psdb-pt-e-pp-lideram-custo-medio.ghtml

POLÍTICOS VÃO PRO INFERNO.

 POLÍTICOS VÃO PRO INFERNO.

Mt 4:8-9: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares."

Sim; isso mesmo, todos os políticos vão pro inferno, principalmente a "bancada evangélica"; não sou eu que estou julgando, mas é a Palavra de Deus que está; pois qual político não se prostra diante de Satanás para conquistar os reinos do mundo e a glória deles?

Na cidade que moro o prefeito é evangélico, mas ele destina verba pública para uma porção de eventos que exaltam o diabo, como Carnaval, shows, etc. Ou seja, o sujeito diz que é crente, mas tem que comungar da mesa de Satanás para não perder as glórias do mundo. Esse é apenas um pequeno exemplo; mas que se dirá dos deputados, senadores, governadores e tantos outros que vivem como reis, enquanto as pessoas comuns são exploradas e não têm nenhuma perspectiva de ver o fruto do seu trabalho? É meu amigo; políticos vão pro inferno quando morrem; essa é a verdade bíblica que Lucas 16 expõe na Parábola do Rico e Lázaro. E se você é crente e desfruta das benesses do seu cargo político, saiba que se você não renunciar a tudo quanto tem, o seu lugar está reservado no lago de fogo e enxofre... Então, arrependa-se!

Ev. Levi.

A OFERTA DA VIÚVA POBRE.

 A OFERTA DA VIÚVA POBRE. 

Lc 20:45-47; 21:1-4: "Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo. Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento."

Muitas pregações sobre a oferta da viúva pobre apontam para um ato de fé daquela mulher elogiado por Jesus, mas se contextualizarmos esse episódio do Evangelho de Lucas, com o que a Escritura ensina sobre o cuidado com as viúvas e os pobres, então entenderemos que Cristo não está fazendo um elogio à fé daquela mulher, mas uma crítica à religiosidade daquela época e também à desassistência do Templo às pessoas pobres.

Na Lei de Moisés está escrito: 

NOS DÍZIMOS - Dt 14:28-29: "Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem".

Dt 26:12-13: "Quando acabares de separar todos os dízimos da tua messe no ano terceiro, que é o dos dízimos, então, os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas cidades e se fartem. Dirás perante o SENHOR, teu Deus: Tirei de minha casa o que é consagrado e dei também ao levita, e ao estrangeiro, e ao órfão, e à viúva, segundo todos os teus mandamentos que me tens ordenado; nada transgredi dos teus mandamentos, nem deles me esqueci."

NO PENTECOSTES - Dt 16:10-11: "E celebrarás a Festa das Semanas ao SENHOR, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o SENHOR, teu Deus, te houver abençoado. Alegrar-te-ás perante o SENHOR, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome".

NA FESTA DOS TABERNÁCULOS - Dt 16:13-14: "A Festa dos Tabernáculos, celebrá-la-ás por sete dias, quando houveres recolhido da tua eira e do teu lagar. Alegrar-te-ás, na tua festa, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas cidades."

NOS FRUTOS DA TERRA - Dt 24:19-21: "Quando, no teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não voltarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda obra das tuas mãos. Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás a colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será. Quando vindimares a tua vinha, não tornarás a rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será o restante."

É ORDENANÇA DE DEUS - Dt 24:17: "Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva."

A DESASSISTÊNCIA ÀS VIÚVAS É JUÍZO DE MALDIÇÃO - Dt 27:19: "Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém!"

CONTEXTUALIZAÇÃO - Por todos esses versos que a Lei de Moisés nos expõe, jamais uma viúva pobre deveria trazer, em hipótese alguma, ofertas ao Templo de Jerusalém, mas sim participar daquelas destinadas à manutenção da religião mosaica, ou seja, a religião desprezava as viúvas e os necessitados, mas os ricos, que tinham de sobra, preferiam lançar suas moedas no gazofilácio do Templo do que repartir, do que lhes sobrava, com as viúvas pobres de Israel. Jesus não fez um elogio, mas uma crítica, pois ela realmente lançou mais do que todos porque, desassistida por aqueles que se assentavam na cadeira de Moisés (Mt.23:2) e pelo Templo de Jerusalém, ela lançou ali todo seu sustento...

Todos os pregadores atuais louvam o ato daquela viúva como se fosse uma prova da sua fé que foi reconhecido pelo Senhor Jesus como tal, porém se nós nos aprofundarmos mais um pouco, veremos que ela lançou "duas pequenas moedas" (Lc 21:1-2: "Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali DUAS PEQUENAS MOEDAS"); sabem do que se trata essas duas pequenas moedas? Vamos descobrir juntos?

Mt 17:24: "Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas?"

A dracma, na Bíblia, era uma moeda grega de prata, equivalente ao denário romano e ao salário de um dia de trabalho de um trabalhador braçal na época de Jesus. O imposto das "duas dracmas", citado em Mateus 17:24-27, era uma contribuição anual obrigatória de meio siclo de prata (equivalente a duas dracmas ou um estater) exigida de todo judeu com mais de 20 anos para a manutenção do Templo de Jerusalém que, baseado em Êxodo 30, cujo valor financiava o serviço religioso no segundo Templo que foi reformado por Herodes. Interessante, não é? Pois por estas informações podemos chegar à conclusão de que, aquela viúva estava sendo coagida pela religião vigente à pagar o imposto das duas dracmas e assim tirar do seu sustento para contribuir com a manutenção do Templo de Jerusalém. Ora! Qualquer semelhança com a religiosidade atual, não é mera coincidência! 

Os escribas e fariseus de hoje são os líderes que à símile da religião judaica, também atuam para explorar as casas das viúvas e dos pobres sob o pretexto de "longas orações". Mas: "Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva..." [Dt 27:19].

A igreja primitiva, ao dar sustento às viúvas e aos demais necessitados de Jerusalém, se interpôs e cobriu essa lacuna, essa brecha deixada pela religião do Templo, pois eles sabiam que o juízo de maldição pairava contra aquela cidade por negligênciar seus pobres; a negligência para com os necessitados de Jerusalém é evidente também em Atos 3, vejam: [At.3:1,2] "Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam"; ou seja, aquele coxo ali com certeza não tinha dinheiro e ninguém para sustentá-lo, mas ficava à porta "Formosa" do Templo pedindo esmolas, tal qual o mendigo Lázaro à porta do rico que, desejando comer das migalhas que caíam da sua mesa, ninguém lhe dava nada e os cães vinham lamber-lhe as feridas... [Lc.16:19-21]. Seus olhos estão abertos agora?!

Há uma repreensão severa à igreja de Éfeso - e principalmente ao mensageiro dela - pela a ausência da prática do "primeiro amor", isto é, da doutrina dos apóstolos e profetas ([At 2:42,44,45] "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. … Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade."). A repreensão é: [Ap.2:4,5] "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, VENHO A TI E MOVEREI DO SEU LUGAR O TEU CANDEEIRO, caso não te arrependas." Bem, se olharmos para Apocalipse 1:20, saberemos o que é o candeeiro: "Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e OS SETE CANDEEIROS SÃO AS SETE IGREJAS". Então, quando a liderança de uma igreja não presta assistência aos necessitados dela, deixa de perseverar na doutrina apostólica e, consequentemente, na prática do primeiro amor; então Jesus vem até essa liderança perversa, e Cristo tira a sua igreja daquele lugar e a transfere dali para outro, pois: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda" [Jo.15:1,2].

Ev. Levi. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

HEBREUS 10:25 REALMENTE REFERE-SE A IR À IGREJA?

 Hb 10:25: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima."

HEBREUS 10:25 REALMENTE REFERE-SE A IR À IGREJA?

Vejo constantemente que muitos evangélicos usam o versículo bíblico acima para defender que todo crente, independentemente dos erros doutrinários de suas denominações, devem frequentar e fazer parte da membresia da igreja, pois é uma ordenanças bíblica segundo Hb.10:25; mas será que o autor da Epístola aos Hebreus realmente estava se referindo a isso mesmo? Olhemos com cuidado o que está escrito no versículo anterior: [Hb.10:24] "Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras"; ora, aqui nos dá a entender que havia uma falha entre eles, mas para entender o que realmente era essa falta de consideração entre eles, precisamos conhecer o porquê da Epístola ter sido endereçada aos crentes hebreus. 

Através da Bíblia Livro por Livro", de Myer Pearlman, é um guia teológico essencial que oferece um panorama detalhado de cada um dos 66 livros bíblicos, é ideal para o estudo bíblico sistemático, pois apresenta uma análise resumida de cada livro da Bíblia; então quando lemos a análise apresentada nele sobre a Carta aos Hebreus, vemos que ela foi escrita àqueles judeus que estavam voltando às práticas do judaísmo, aos rituais do culto mosaico e às observâncias das tradições judaicas, dessa forma eles, os judeus convertidos à fé cristã estavam se apostatando da verdade do evangelho de Cristo para voltar aos ritos do Templo de Jerusalém. Sendo assim, o autor dirige sua exortação, não aos cristãos gentios, mas, como o próprio livro diz em seu título, Aos Hebreus. Agora precisamos buscar a na Bíblia qual é essa falta de consideração e do porquê que essa falta acarretava uma falha na "episunagógé" isto é, no ajuntamento deles, na reunião da assembleia, que era uma falha comum entre eles... Há alguns versículos que podem nos dar uma pista.

Bom; em primeiro lugar tenhamos em mente que trata-se de uma exortação a hebreus convertidos a Cristo; segundo, esses hebreus estavam voltando para o judaismo, o que implica na observação de práticas que foram abolidas pela Nova Aliança; então vamos começar pelo livro de Atos dos Apóstolos [At.10:28], no que Pedro disse na casa do centurião Cornélio: "... Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo"; opa! Parece que a coisa está começando a fazer sentido; mas vamos analisar mais um texto bíblico, agora na Carta aos Gálatas [Gl.2:11-13]: "Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles". Ora, ora, ora! Os da circuncisão, isto é, os hebreus que creram em Jesus Cristo, ainda conservavam as tradições judaicas de não se "ajuntar" com os gentios, mesmo que eles fossem crentes em Cristo, pois eles, os judeus faziam acepção de pessoas; vejam que está escrito em Atos 11 dos versos 1 ao 3: "Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. 2. Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o arguiram, dizendo: 3. ENTRASTE EM CASA DE HOMENS INCIRCUNCISOS E COMESTE COM ELES!"; agora vocês conseguem compreender o que significava aquela exortação de "não deixar de congregar", pela qual o autor da Epístola aos Hebreus chamou a atenção dos seus compatriotas? É isso mesmo, os hebreus que estavam abandonando o Evangelho para voltar ao judaísmo são admoestados a não fazer acepção de pessoas nas reuniões da igreja, ou seja, não fazer divisão no corpo de Cristo, mas acolher os gentios como co-participantes da herança celestial. É disso que o texto bíblico se refere. 

Ev. Levi. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

LAZARENTO NÃO É UM PALAVRÃO, MAS UMA CONDIÇÃO.

O que é lazarento?

A expressão "lazarento" se refere principalmente ao personagem Lázaro da parábola do homem rico em Lucas 16:19-31, a qual descreve a história de um mendigo pobre chamado Lázaro que, coberto de chagas e desprezado pelo homem rico, vivia à sua porta e desejava se alimentar das migalhas que caiam da sua mesa, sendo por isso lambido pelos cães. Do nome Lázaro surgiu o termo "lazarento" que, na cultura popular, acabou tomando conotações negativas, significando alguém com doenças de pele contagiosas como lepra, ou de uma condição miserável de aspecto sujo e maltrapilho, ou de extrema pobreza e repulsa pelas demais pessoas, sendo assim um termo que evoluiu para descrever o estado de doença e miséria. Mas assim como a Parábola do Rico e Lázaro não deve ser entendida segundo a cultura popular, o termo que se originou do personagem também não pode; é claro que essa história contada por Jesus faz referência ao povo judeu, isto é, o rico (segundo Rm.3:1-2 e 9:4-5) e os gentios, isto é, Lázaro (segundo Rm.9:30-33). Portanto, Jesus não estava contando uma "anedota grega" como dizem os adventistas, mas sim uma exposição da verdadeira da condição dos judeus incrédulos e dos gentios crentes em Cristo, tanto nesta vida como no além túmulo. 

A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO. 

Lc 16:19-31: "Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos."

APLICAÇÃO DA PARÁBOLA EM NOSSOS DIAS. 

Sabemos que: "toda Escritura é divinamente inspirada e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, a fim de que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra" [2Tm.3:16,17]; portanto a Bíblia é um livro atemporal, multidisciplinar e acultural, isto é, ela tem a instrução exata para qualquer tempo, disciplina e cultura, pois é a Palavra de Deus e não a do homem, pois a palavra humana está sujeita à sua época, mas a de Deus é eterna e por isso não se submete aos padrões seculares. Mas aplicando-se a parábola aos nossos dias, vemos que os personagens dela são adequados para representar a condição de um mundano em contraste com a de um crente fiel a Deus; pois assim como o "homem rico se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente"; do mesmo modo vivem aqueles que amam o mundo, se vestem dele e se regalam nele todos os seus dias; mas em contraste, o crente fiel a Deus é visto como desprezível, miserável, como uma abominação para os mundanos, pois o crente acredita em Deus e é submisso à sua Palavra, por isso pratica a justiça, não busca vantagem própria, não se vinga, não propaga a violência, mesmo que justificada; ou seja, o crente fiel a Cristo é odioso aos olhos daqueles que se entregam às paixões da carne, pois como Jesus mesmo disse: (Jo.17:14) "Eu lhes tenho dado a tua Palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou".

O SERVO NÃO É MAIOR DO QUE O SEU SENHOR. 

Assim como os judeus desprezaram a Jesus como o seu Messias, do mesmo modo os incrédulos desprezam àqueles que dedicam suas vidas inteiramente a Deus, pois: "Para o justo, o iníquo é abominação, mas o reto no seu caminho é abominação ao perverso" [Pv.29:27]. 

Quando olhamos a Parábola de Cristo com os olhos espirituais, entendemos que o mendigo vive à porta do rico (Lc 16:20: "Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;"), isto é, o crente fiel vive à margem do mundo e fora dos ditames dele, muito embora ainda esteja nele por um pouco de tempo, pois: "Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, 12. mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação" [1Pe.2:11,12]. No dia da visitação de Deus a este mundo, o Senhor julgará a cada um dos homens por suas obras e, como o rico no inferno viu a Lázaro em descanso eterno nos braços de Abraão (o pai da fé), igualmente os ímpios verão gozando do descando eterno, àqueles que viveram neste mundo para a glória de Deus; mas eles (os ímpios) verão essa glória enquanto sofrem a pena eterna da segunda morte. 

Lc.16:21: "E desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras."

Prestemos atenção no que escreveu o apóstolo Paulo aos Coríntios: "Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. [26] Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. 27. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" [1Cor.9:25-27]. Em outra ocasião ele escreveu: "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. 17. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer" [Gl.5:16,17]. Muitas vezes o fiel cristão sofre as tentações da carne, pois ainda tem que viver no seu "tabernáculo terrestre", isto é, num corpo que está fadado à corrupção da carne mortal; mas sendo que o mendigo Lázaro, por viver à porta do rico via os manjares apeteciveis da sua mesa e desejava comer da migalhas que caíam dela; também a nossa carne milita contra o Espírito Santo que está habitando em nós, pois este busca os alimentos da mesa de Deus, mas a carne deseja a mesa do mundo para satisfazer as vis paixões carnais. Outro ponto importante é que cada vez que um crente sente as tentações da carne, "os cães vêm a lamber-lhe chagas", isto é, para lembrar quem ele é e de onde ele veio, pois: "Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva" [2Co.10:17,18]; porque esse é o seu culto racional apresentado diariamente ao seu Senhor e Salvador Jesus Cristo: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" [Rm.12:1,2]. Portanto, não é na reunião das igrejas que o crente apresenta seu culto verdadeiro e agradável a Deus, mas no seu dia a dia, no seu privado, na sua vida particular, longe dos "holofotes".

"Os cães vinham lamber-lhe as úlceras", também pode ser entendido como àqueles ímpios que servem de instrumento de acusação para Satanás, pois veem que houve uma mudança de comportamento no crente, mas não acreditam e até odeiam que aquele que antes vivia em trevas passe a viver na luz do Evangelho de Cristo. Esses ímpios espreitam para a qualquer momento julgar maldosamente qualquer deslize do servo fiel ao Senhor, pois eles são como os cães da Parábola, os quais vinham justamente lamber as feridas de Lázaro, quando este desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico. 

LAZARENTO NÃO É UM PALAVRÃO, MAS UMA CONDIÇÃO. 

Aos olhos do mundo, o crente fiel é um "lazarento", pois o mundo odeia e despreza o que não é seu: "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. 4. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" [1Pe.4:3,4]. Somos vistos pelos mundanos como "ets", mas essa escolha orientada pelo Espírito de Deus é para a vida eterna, enquanto que a deles é para o lago de fogo e enxofre. Amém. 

Ev. Levi. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

NÃO EXISTE CRISTÃO SEM IGREJA?

Num vídeo do Instagram, um professor evangélico de teologia fez esta afirmação: "Não existe cristão sem uma igreja"; ou seja, ele repetiu o mesmo dogma propagado por séculos pelo catolicismo romano, de que sem a igreja - no caso a católica romana - não há salvação, pois quem não congrega na igreja está fora do corpo de Cristo... É interessante como cada vez mais os cristãos evangélicos se aproximam da apostasia do catolicismo romano; pois já tratam seus pastores como sacerdotes, o púlpito como altar, os prédios das reuniões como templos, o pão e o vinho da ceia como a carne e o sangue de Cristo (transubstanciação), idolatram os "pais da igreja", celebram a Páscoa... Só falta malhar o Judas! Esses mestres em teologia estão levando as denominações evangélicas pelo mesmo rumo daqueles que outrora conduziram a igreja primitiva à apostasia romana. Eles têm até um rótulo para nomear quem está fora de uma denominação evangélica: "os desigrejados"; e na mente deles, um desigrejado não pode ser salvo, pois como disse o "doutor em divindade", um desigrejado não pode ser chamado de cristão. Mas vou dar um exemplo bíblico de um "desigrejado" que era salvo, em contraste daqueles "igrejados" que eram perdidos, ou seja, entre João Batista e o sacerdócio do templo de Jerusalém. 

João Batista foi um "desigrejado" para os "igrejados" servidores do templo de Jerusalém. João Batista era da linhagem sacerdotal aarônica, pois seu pai, Zacarias era sacerdote da ordem de Abias; contudo, nos seus dias, a "igreja" (estou sendo anacrônico) de Jerusalém, isto é, toda a religiosidade do templo estava corrompida, coisa que o profeta Malaquias denunciou quatro séculos antes de João Batista nascer; a coisa ficou tão séria que no tempo dele havia dois sumo sacerdotes: Anás e Caifás; Anás era sogro de Caifás, ou seja, totalmente antibíblico, pois um genro não podia herdar o sacerdócio do seu sogro, pois o sumo sacerdócio era passado de pai para filho (Êx.28:1,40,41,43; Nm.20:26), nem muito exercê-lo conjuntamente com ele ainda vivo; ou seja, a corrupção estava "largada" no meio religioso; de tanto que, já no ministério de Jesus, o comércio da fé no templo era tão descarado, que Cristo precisou intervir e expulsar aquele bando de ladrões e salteadores que dominavam por ali... Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência! Mas foi nesse panorama de apostasia que João Batista, herdeiro da linhagem sacerdotal aarônica, um homem cheio do Espírito Santo desde o ventre materno nasceu, cresceu, mas se retirou do meio da religiosidade oficial daquela época para viver no deserto. 

Os detalhes que os Evangelhos dão acerca das vestes de João Batista são estes: vestido de pêlos de camelo e um cinto de couro nos seus lombos; mas com relação à sua sua alimentação os evangelistas contam que era composta de gafanhotos e mel silvestre [Mt.3:4; Mc.1:6], ou seja, João Batista nunca participou da mesa dos sacerdotes, os quais comiam das ofertas que eram trazidas pelos adoradores do templo; ele também nunca e exerceu qualquer atividade no serviço do templo e nem se vestiu com as vestes sagradas das quais tinha direito de nascimento. Mas é no Evangelho de Lucas que lemos sobre como João Batista viveu até o momento de iniciar seu serviço sacerdotal: "O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel" [Lc.1:80]. João Batista crescia e se fortalecia em espírito vivendo nos desertos e não no meio da religiosidade corrompida, pois não comungava da companhia dos falsos adoradores do templo de Jerusalém e também não participava da porção da mesa sacerdotal, a qual estava profanada pela ganância dos líderes saduceus. Mas então agora vêm os "religiosos de plantão", os "phDs em teologia" nos dizer que não existe fiel a Deus sem uma igreja? Ora! Se assim fosse, João Batista não teria nascido, vivido e crescido, pois de alguma forma Deus usaria alguém de dentro do judaísmo para anunciar a sua Palavra; mas então o que está escrito?... Está escrito: "Sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto" [Lc.3:2]; ou seja, a Palavra de Deus não veio aos chefes religiosos e nem a qualquer pessoa que servia no templo de Jerusalém, mas a Palavra de Deus veio a um "desigrejado", a um fora do sistema religioso corrompido, ela veio a João Batista que vivia no deserto, cujas vestes não eram as sacerdotais, cuja comida não era a da mesa sacerdotal e cuja habitação nunca esteve nas câmaras do templo judaico... Essa corja de vagabundos fica defendendo sua posição enquanto muita gente perece como ovelhas sem pastor, mas eles fazem essa maracutaia teológica, porque se as pessoas que frequentam as denominações descobrirem que servir a Deus é muito mais simples do que imaginam, isto é, que podem congregar em casa, sem um local específico, que não precisam de ministérios complicados (ministério de louvor, ministério feminino, ministério de jovens, banda musical, etc.), nem de rituais imbecis (quebra de maldição, orar no monte, pagar dízimo, dar oferta, fazer voto...) e nem de uma denominação ou carteirinha dele, esses falsos mestres perderiam seu status de deuses no meio dos crentes e, é claro, as contribuições financeiras das quais enchem suas burras.

"Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. 3. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" [2Cor.11:2,3].

Sim, a serpente enganou e já domina nesse sistema religioso que aí está, pois essas denominações evangélicas se afastaram da simplicidade que há em Cristo Jesus para seguir as mentiras dos dos seus gananciosos mestres. E hoje tem muito mais desviados dentro das igrejas evangélicas do que fora delas, mas essas igrejas desviadas da simplicidade de Cristo querem rotular de "sem igreja", àqueles que saíram do seu meio, por não aceitarem ter comunhão com o pecado do adultério, da fornicação, da política, do mercado da fé, da cobiça das riquezas, da ganância dos líderes religiosos, do divórcio, do misticismo, dos rituais absurdos, das festas pagãs, das pregações vazias, das músicas gospels etc. Em suma, e como no tempo de João Batista, os desigrejados estão mais dentro da igreja de Cristo do que os igrejados de hoje... Acho que a teologia precisa ensinar aos teólogos que nem no monte Gerizim e nem em Jerusalém são os lugares de adoração, pois Deus procura seus verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade, pois Deus é Espírito [Jo.4:23,24] e nós, em Cristo, somos edificados para templo santo do Senhor Jesus, pois o Espírito Santo de Deus está habitando em nós [1Cor.3:16; Ef.2:21; 1Pe.2:5].

Ev. Levi.