QUANDO A POLITICA E A RELIGIÃO SE UNEM.
Anás (αννας) - de origem hebraica (חנן) = "humilde" - o sumo sacerdote dos judeus que foi elevado ao sacerdócio por Quirino, o governador romano da Síria, em 6 ou 7 d. C.; contudo, mais tarde, Anás foi deposto por Valerius Gratus, o procurador romano da Judeia, o qual colocou em seu lugar, primeiro Ismael, filho de Fabi e logo depois Eleazar, filho de Anás, mas depois de Eleazar, o ofício sacerdotal passou a Simão, e de Simão, em 18 d. C., a Caifás; no entanto, mesmo depois de ter sido deposto do ofício, Anás continuou a ter grande influência no Templo de Jerusalém e, consequentemente, muito poder religioso e político entre os judeus.
O sacerdócio estava corrompido em Jerusalém, pois quando a religiosidade se curva às exigências políticas, no coração dos religiosos há uma clara confissão: "Não temos rei, senão Cezar" (João19:15). Então o que deveria ser Reino dos Céus passa a ser reino dos homens, pois "é pelos seus frutos que se conhece a árvore" (Mt.7:15-23).
Malaquias 2:7-8. "Os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca os homens devem procurar a instrução na lei, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos. 8. Mas vos desviastes do caminho; fizestes tropeçar a muitos pela vossa instrução; quebrastes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos".
Desde os dias de Malaquias as coisas já não iam bem na Casa de Israel, pois esse profeta registrou o desprezo da casta sacerdotal aarônica pelo serviço do Senhor, pois eles profanavam o altar e o Templo com sacrifícios imundos; para eles a mesa do Senhor era desprezível, pois ofertavam sobre o altar animais cegos, coxos, doentes e animais ainda roubados (Ml.1:12-14); mas houve alguns dentre eles que ouviram a voz do profeta de Deus e temeram a Palavra do SENHOR (Ml.3:16). Contudo, no dias de Jesus, já não havia mais sinceridade nem temor na religiosidade judaica e sim falsidade, hipocrisia e ganância, de tanto que Deus não pôde entregar a sua Palavra a nenhum dos que oficiavam no Templo, mas a um da linhagem sacerdotal que está fora daquela apostasia (um "desigrejado", como diriam hoje), pois: "Sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a Palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto" (Lc.3:2).
Estamos revivendo os erros dos sacerdotes que precederam à morte e ressurreição de Jesus Cristo; este é um tempo de grande cegueira espiritual dos religiosos oficiais; é tal a cegueira que eles nem reconhecem que já vivemos na apostasia de que o Senhor Jesus disse e que o apóstolo Paulo referiu aos Tessalonicenses (Lc.18:8 e 2Ts.2:3). É por isso que "o Filho do Homem virá à hora em que não penseis" (Lc.12:40).
"E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. 38. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, 39. E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem" (Mt.24:37-39).
Ap.22:20. “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!”
Ev. Levi.