MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

POLÍTICOS VÃO PRO INFERNO.

 POLÍTICOS VÃO PRO INFERNO.

Mt 4:8-9: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares."

Sim; isso mesmo, todos os políticos vão pro inferno, principalmente a "bancada evangélica"; não sou eu que estou julgando, mas é a Palavra de Deus que está; pois qual político não se prostra diante de Satanás para conquistar os reinos do mundo e a glória deles?

Na cidade que moro o prefeito é evangélico, mas ele destina verba pública para uma porção de eventos que exaltam o diabo, como Carnaval, shows, etc. Ou seja, o sujeito diz que é crente, mas tem que comungar da mesa de Satanás para não perder as glórias do mundo. Esse é apenas um pequeno exemplo; mas que se dirá dos deputados, senadores, governadores e tantos outros que vivem como reis, enquanto as pessoas comuns são exploradas e não têm nenhuma perspectiva de ver o fruto do seu trabalho? É meu amigo; políticos vão pro inferno quando morrem; essa é a verdade bíblica que Lucas 16 expõe na Parábola do Rico e Lázaro. E se você é crente e desfruta das benesses do seu cargo político, saiba que se você não renunciar a tudo quanto tem, o seu lugar está reservado no lago de fogo e enxofre... Então, arrependa-se!

Ev. Levi.

A OFERTA DA VIÚVA POBRE.

 A OFERTA DA VIÚVA POBRE. 

Lc 20:45-47; 21:1-4: "Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo. Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento."

Muitas pregações sobre a oferta da viúva pobre apontam para um ato de fé daquela mulher elogiado por Jesus, mas se contextualizarmos esse episódio do Evangelho de Lucas, com o que a Escritura ensina sobre o cuidado com as viúvas e os pobres, então entenderemos que Cristo não está fazendo um elogio à fé daquela mulher, mas uma crítica à religiosidade daquela época e também à desassistência do Templo às pessoas pobres.

Na Lei de Moisés está escrito: 

NOS DÍZIMOS - Dt 14:28-29: "Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem".

Dt 26:12-13: "Quando acabares de separar todos os dízimos da tua messe no ano terceiro, que é o dos dízimos, então, os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas cidades e se fartem. Dirás perante o SENHOR, teu Deus: Tirei de minha casa o que é consagrado e dei também ao levita, e ao estrangeiro, e ao órfão, e à viúva, segundo todos os teus mandamentos que me tens ordenado; nada transgredi dos teus mandamentos, nem deles me esqueci."

NO PENTECOSTES - Dt 16:10-11: "E celebrarás a Festa das Semanas ao SENHOR, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o SENHOR, teu Deus, te houver abençoado. Alegrar-te-ás perante o SENHOR, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome".

NA FESTA DOS TABERNÁCULOS - Dt 16:13-14: "A Festa dos Tabernáculos, celebrá-la-ás por sete dias, quando houveres recolhido da tua eira e do teu lagar. Alegrar-te-ás, na tua festa, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas cidades."

NOS FRUTOS DA TERRA - Dt 24:19-21: "Quando, no teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não voltarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda obra das tuas mãos. Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás a colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será. Quando vindimares a tua vinha, não tornarás a rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será o restante."

É ORDENANÇA DE DEUS - Dt 24:17: "Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva."

A DESASSISTÊNCIA ÀS VIÚVAS É JUÍZO DE MALDIÇÃO - Dt 27:19: "Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém!"

CONTEXTUALIZAÇÃO - Por todos esses versos que a Lei de Moisés nos expõe, jamais uma viúva pobre deveria trazer, em hipótese alguma, ofertas ao Templo de Jerusalém, mas sim participar daquelas destinadas à manutenção da religião mosaica, ou seja, a religião desprezava as viúvas e os necessitados, mas os ricos, que tinham de sobra, preferiam lançar suas moedas no gazofilácio do Templo do que repartir, do que lhes sobrava, com as viúvas pobres de Israel. Jesus não fez um elogio, mas uma crítica, pois ela realmente lançou mais do que todos porque, desassistida por aqueles que se assentavam na cadeira de Moisés (Mt.23:2) e pelo Templo de Jerusalém, ela lançou ali todo seu sustento...

Todos os pregadores atuais louvam o ato daquela viúva como se fosse uma prova da sua fé que foi reconhecido pelo Senhor Jesus como tal, porém se nós nos aprofundarmos mais um pouco, veremos que ela lançou "duas pequenas moedas" (Lc 21:1-2: "Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali DUAS PEQUENAS MOEDAS"); sabem do que se trata essas duas pequenas moedas? Vamos descobrir juntos?

Mt 17:24: "Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas?"

A dracma, na Bíblia, era uma moeda grega de prata, equivalente ao denário romano e ao salário de um dia de trabalho de um trabalhador braçal na época de Jesus. O imposto das "duas dracmas", citado em Mateus 17:24-27, era uma contribuição anual obrigatória de meio siclo de prata (equivalente a duas dracmas ou um estater) exigida de todo judeu do sexo masculino com mais de 20 anos, para a manutenção do Templo de Jerusalém que, baseado em Êxodo 30, cujo valor financiava o serviço religioso no segundo Templo que foi reformado por Herodes. Interessante, não é? Pois por estas informações podemos chegar à conclusão de que, aquela viúva estava sendo coagida pela religião vigente à pagar o imposto das duas dracmas, do qual, pela lei mosaica, as mulheres eram isentas, mas que pela ganância dos saduceus e fariseus, até as viúvas estavam sendo obrigadas a pagar e assim tirar do seu próprio sustento para contribuir com a manutenção do Templo de Jerusalém. Ora! Qualquer semelhança com a religiosidade atual, não é mera coincidência! O sustento das viúvas era um estatuto da lei, mas o Templo de Jerusalém nem sequer socorria os pobres como podemos ler em Atos capítulo 3 (At 3:2: "Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam." At 3:10: "e reconheceram ser ele o mesmo que esmolava, assentado à Porta Formosa do templo; e se encheram de admiração e assombro por isso que lhe acontecera."); ou seja, um homem coxo de nascença deveria ser assistido em suas necessidades básicas pelo Templo de Jerusalém, mas a única coisa que os líderes religiosos permitiam é que esse pobre homem esmolasse à porta daquele recinto de culto.

Os escribas e fariseus de hoje são os líderes que à símile da religião judaica, também atuam para explorar as casas das viúvas e dos pobres sob o pretexto de "longas orações". Mas: "Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva..." [Dt 27:19].

A igreja primitiva, ao dar sustento às viúvas e aos demais necessitados de Jerusalém, se interpôs e cobriu essa lacuna, essa brecha deixada pela religião do Templo, pois eles sabiam que o juízo de maldição pairava contra aquela cidade por negligênciar seus pobres; a negligência para com os necessitados de Jerusalém é evidente também em Atos 3, vejam: [At.3:1,2] "Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam"; ou seja, aquele coxo ali com certeza não tinha dinheiro e ninguém para sustentá-lo, mas ficava à porta "Formosa" do Templo pedindo esmolas, tal qual o mendigo Lázaro à porta do rico que, desejando comer das migalhas que caíam da sua mesa, ninguém lhe dava nada e os cães vinham lamber-lhe as feridas... [Lc.16:19-21]. Seus olhos estão abertos agora?!

Há uma repreensão severa à igreja de Éfeso - e principalmente ao mensageiro dela - pela a ausência da prática do "primeiro amor", isto é, da doutrina dos apóstolos e profetas ([At 2:42,44,45] "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. … Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade."). A repreensão é: [Ap.2:4,5] "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, VENHO A TI E MOVEREI DO SEU LUGAR O TEU CANDEEIRO, caso não te arrependas." Bem, se olharmos para Apocalipse 1:20, saberemos o que é o candeeiro: "Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e OS SETE CANDEEIROS SÃO AS SETE IGREJAS". Então, quando a liderança de uma igreja não presta assistência aos necessitados dela, deixa de perseverar na doutrina apostólica e, consequentemente, na prática do primeiro amor; então Jesus vem até essa liderança perversa, e Cristo tira a sua igreja daquele lugar e a transfere dali para outro, pois: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda" [Jo.15:1,2].

Ev. Levi. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

HEBREUS 10:25 REALMENTE REFERE-SE A IR À IGREJA?

 Hb 10:25: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima."

HEBREUS 10:25 REALMENTE REFERE-SE A IR À IGREJA?

Vejo constantemente que muitos evangélicos usam o versículo bíblico acima para defender que todo crente, independentemente dos erros doutrinários de suas denominações, devem frequentar e fazer parte da membresia da igreja, pois é uma ordenanças bíblica segundo Hb.10:25; mas será que o autor da Epístola aos Hebreus realmente estava se referindo a isso mesmo? Olhemos com cuidado o que está escrito no versículo anterior: [Hb.10:24] "Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras"; ora, aqui nos dá a entender que havia uma falha entre eles, mas para entender o que realmente era essa falta de consideração entre eles, precisamos conhecer o porquê da Epístola ter sido endereçada aos crentes hebreus. 

Através da Bíblia Livro por Livro", de Myer Pearlman, é um guia teológico essencial que oferece um panorama detalhado de cada um dos 66 livros bíblicos, é ideal para o estudo bíblico sistemático, pois apresenta uma análise resumida de cada livro da Bíblia; então quando lemos a análise apresentada nele sobre a Carta aos Hebreus, vemos que ela foi escrita àqueles judeus que estavam voltando às práticas do judaísmo, aos rituais do culto mosaico e às observâncias das tradições judaicas, dessa forma eles, os judeus convertidos à fé cristã estavam se apostatando da verdade do evangelho de Cristo para voltar aos ritos do Templo de Jerusalém. Sendo assim, o autor dirige sua exortação, não aos cristãos gentios, mas, como o próprio livro diz em seu título, Aos Hebreus. Agora precisamos buscar a na Bíblia qual é essa falta de consideração e do porquê que essa falta acarretava uma falha na "episunagógé" isto é, no ajuntamento deles, na reunião da assembleia, que era uma falha comum entre eles... Há alguns versículos que podem nos dar uma pista.

Bom; em primeiro lugar tenhamos em mente que trata-se de uma exortação a hebreus convertidos a Cristo; segundo, esses hebreus estavam voltando para o judaismo, o que implica na observação de práticas que foram abolidas pela Nova Aliança; então vamos começar pelo livro de Atos dos Apóstolos [At.10:28], no que Pedro disse na casa do centurião Cornélio: "... Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo"; opa! Parece que a coisa está começando a fazer sentido; mas vamos analisar mais um texto bíblico, agora na Carta aos Gálatas [Gl.2:11-13]: "Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles". Ora, ora, ora! Os da circuncisão, isto é, os hebreus que creram em Jesus Cristo, ainda conservavam as tradições judaicas de não se "ajuntar" com os gentios, mesmo que eles fossem crentes em Cristo, pois eles, os judeus faziam acepção de pessoas; vejam que está escrito em Atos 11 dos versos 1 ao 3: "Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. 2. Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o arguiram, dizendo: 3. ENTRASTE EM CASA DE HOMENS INCIRCUNCISOS E COMESTE COM ELES!"; agora vocês conseguem compreender o que significava aquela exortação de "não deixar de congregar", pela qual o autor da Epístola aos Hebreus chamou a atenção dos seus compatriotas? É isso mesmo, os hebreus que estavam abandonando o Evangelho para voltar ao judaísmo são admoestados a não fazer acepção de pessoas nas reuniões da igreja, ou seja, não fazer divisão no corpo de Cristo, mas acolher os gentios como co-participantes da herança celestial. É disso que o texto bíblico se refere. 

Ev. Levi. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

LAZARENTO NÃO É UM PALAVRÃO, MAS UMA CONDIÇÃO.

O que é lazarento?

A expressão "lazarento" se refere principalmente ao personagem Lázaro da parábola do homem rico em Lucas 16:19-31, a qual descreve a história de um mendigo pobre chamado Lázaro que, coberto de chagas e desprezado pelo homem rico, vivia à sua porta e desejava se alimentar das migalhas que caiam da sua mesa, sendo por isso lambido pelos cães. Do nome Lázaro surgiu o termo "lazarento" que, na cultura popular, acabou tomando conotações negativas, significando alguém com doenças de pele contagiosas como lepra, ou de uma condição miserável de aspecto sujo e maltrapilho, ou de extrema pobreza e repulsa pelas demais pessoas, sendo assim um termo que evoluiu para descrever o estado de doença e miséria. Mas assim como a Parábola do Rico e Lázaro não deve ser entendida segundo a cultura popular, o termo que se originou do personagem também não pode; é claro que essa história contada por Jesus faz referência ao povo judeu, isto é, o rico (segundo Rm.3:1-2 e 9:4-5) e os gentios, isto é, Lázaro (segundo Rm.9:30-33). Portanto, Jesus não estava contando uma "anedota grega" como dizem os adventistas, mas sim uma exposição da verdadeira da condição dos judeus incrédulos e dos gentios crentes em Cristo, tanto nesta vida como no além túmulo. 

A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO. 

Lc 16:19-31: "Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos."

APLICAÇÃO DA PARÁBOLA EM NOSSOS DIAS. 

Sabemos que: "toda Escritura é divinamente inspirada e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, a fim de que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra" [2Tm.3:16,17]; portanto a Bíblia é um livro atemporal, multidisciplinar e acultural, isto é, ela tem a instrução exata para qualquer tempo, disciplina e cultura, pois é a Palavra de Deus e não a do homem, pois a palavra humana está sujeita à sua época, mas a de Deus é eterna e por isso não se submete aos padrões seculares. Mas aplicando-se a parábola aos nossos dias, vemos que os personagens dela são adequados para representar a condição de um mundano em contraste com a de um crente fiel a Deus; pois assim como o "homem rico se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente"; do mesmo modo vivem aqueles que amam o mundo, se vestem dele e se regalam nele todos os seus dias; mas em contraste, o crente fiel a Deus é visto como desprezível, miserável, como uma abominação para os mundanos, pois o crente acredita em Deus e é submisso à sua Palavra, por isso pratica a justiça, não busca vantagem própria, não se vinga, não propaga a violência, mesmo que justificada; ou seja, o crente fiel a Cristo é odioso aos olhos daqueles que se entregam às paixões da carne, pois como Jesus mesmo disse: (Jo.17:14) "Eu lhes tenho dado a tua Palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou".

O SERVO NÃO É MAIOR DO QUE O SEU SENHOR. 

Assim como os judeus desprezaram a Jesus como o seu Messias, do mesmo modo os incrédulos desprezam àqueles que dedicam suas vidas inteiramente a Deus, pois: "Para o justo, o iníquo é abominação, mas o reto no seu caminho é abominação ao perverso" [Pv.29:27]. 

Quando olhamos a Parábola de Cristo com os olhos espirituais, entendemos que o mendigo vive à porta do rico (Lc 16:20: "Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;"), isto é, o crente fiel vive à margem do mundo e fora dos ditames dele, muito embora ainda esteja nele por um pouco de tempo, pois: "Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, 12. mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação" [1Pe.2:11,12]. No dia da visitação de Deus a este mundo, o Senhor julgará a cada um dos homens por suas obras e, como o rico no inferno viu a Lázaro em descanso eterno nos braços de Abraão (o pai da fé), igualmente os ímpios verão gozando do descando eterno, àqueles que viveram neste mundo para a glória de Deus; mas eles (os ímpios) verão essa glória enquanto sofrem a pena eterna da segunda morte. 

Lc.16:21: "E desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras."

Prestemos atenção no que escreveu o apóstolo Paulo aos Coríntios: "Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. [26] Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. 27. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" [1Cor.9:25-27]. Em outra ocasião ele escreveu: "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. 17. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer" [Gl.5:16,17]. Muitas vezes o fiel cristão sofre as tentações da carne, pois ainda tem que viver no seu "tabernáculo terrestre", isto é, num corpo que está fadado à corrupção da carne mortal; mas sendo que o mendigo Lázaro, por viver à porta do rico via os manjares apeteciveis da sua mesa e desejava comer da migalhas que caíam dela; também a nossa carne milita contra o Espírito Santo que está habitando em nós, pois este busca os alimentos da mesa de Deus, mas a carne deseja a mesa do mundo para satisfazer as vis paixões carnais. Outro ponto importante é que cada vez que um crente sente as tentações da carne, "os cães vêm a lamber-lhe chagas", isto é, para lembrar quem ele é e de onde ele veio, pois: "Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva" [2Co.10:17,18]; porque esse é o seu culto racional apresentado diariamente ao seu Senhor e Salvador Jesus Cristo: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" [Rm.12:1,2]. Portanto, não é na reunião das igrejas que o crente apresenta seu culto verdadeiro e agradável a Deus, mas no seu dia a dia, no seu privado, na sua vida particular, longe dos "holofotes".

"Os cães vinham lamber-lhe as úlceras", também pode ser entendido como àqueles ímpios que servem de instrumento de acusação para Satanás, pois veem que houve uma mudança de comportamento no crente, mas não acreditam e até odeiam que aquele que antes vivia em trevas passe a viver na luz do Evangelho de Cristo. Esses ímpios espreitam para a qualquer momento julgar maldosamente qualquer deslize do servo fiel ao Senhor, pois eles são como os cães da Parábola, os quais vinham justamente lamber as feridas de Lázaro, quando este desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico. 

LAZARENTO NÃO É UM PALAVRÃO, MAS UMA CONDIÇÃO. 

Aos olhos do mundo, o crente fiel é um "lazarento", pois o mundo odeia e despreza o que não é seu: "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. 4. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" [1Pe.4:3,4]. Somos vistos pelos mundanos como "ets", mas essa escolha orientada pelo Espírito de Deus é para a vida eterna, enquanto que a deles é para o lago de fogo e enxofre. Amém. 

Ev. Levi. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

NÃO EXISTE CRISTÃO SEM IGREJA?

Num vídeo do Instagram, um professor evangélico de teologia fez esta afirmação: "Não existe cristão sem uma igreja"; ou seja, ele repetiu o mesmo dogma propagado por séculos pelo catolicismo romano, de que sem a igreja - no caso a católica romana - não há salvação, pois quem não congrega na igreja está fora do corpo de Cristo... É interessante como cada vez mais os cristãos evangélicos se aproximam da apostasia do catolicismo romano; pois já tratam seus pastores como sacerdotes, o púlpito como altar, os prédios das reuniões como templos, o pão e o vinho da ceia como a carne e o sangue de Cristo (transubstanciação), idolatram os "pais da igreja", celebram a Páscoa... Só falta malhar o Judas! Esses mestres em teologia estão levando as denominações evangélicas pelo mesmo rumo daqueles que outrora conduziram a igreja primitiva à apostasia romana. Eles têm até um rótulo para nomear quem está fora de uma denominação evangélica: "os desigrejados"; e na mente deles, um desigrejado não pode ser salvo, pois como disse o "doutor em divindade", um desigrejado não pode ser chamado de cristão. Mas vou dar um exemplo bíblico de um "desigrejado" que era salvo, em contraste daqueles "igrejados" que eram perdidos, ou seja, entre João Batista e o sacerdócio do templo de Jerusalém. 

João Batista foi um "desigrejado" para os "igrejados" servidores do templo de Jerusalém. João Batista era da linhagem sacerdotal aarônica, pois seu pai, Zacarias era sacerdote da ordem de Abias; contudo, nos seus dias, a "igreja" (estou sendo anacrônico) de Jerusalém, isto é, toda a religiosidade do templo estava corrompida, coisa que o profeta Malaquias denunciou quatro séculos antes de João Batista nascer; a coisa ficou tão séria que no tempo dele havia dois sumo sacerdotes: Anás e Caifás; Anás era sogro de Caifás, ou seja, totalmente antibíblico, pois um genro não podia herdar o sacerdócio do seu sogro, pois o sumo sacerdócio era passado de pai para filho (Êx.28:1,40,41,43; Nm.20:26), nem muito exercê-lo conjuntamente com ele ainda vivo; ou seja, a corrupção estava "largada" no meio religioso; de tanto que, já no ministério de Jesus, o comércio da fé no templo era tão descarado, que Cristo precisou intervir e expulsar aquele bando de ladrões e salteadores que dominavam por ali... Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência! Mas foi nesse panorama de apostasia que João Batista, herdeiro da linhagem sacerdotal aarônica, um homem cheio do Espírito Santo desde o ventre materno nasceu, cresceu, mas se retirou do meio da religiosidade oficial daquela época para viver no deserto. 

Os detalhes que os Evangelhos dão acerca das vestes de João Batista são estes: vestido de pêlos de camelo e um cinto de couro nos seus lombos; mas com relação à sua sua alimentação os evangelistas contam que era composta de gafanhotos e mel silvestre [Mt.3:4; Mc.1:6], ou seja, João Batista nunca participou da mesa dos sacerdotes, os quais comiam das ofertas que eram trazidas pelos adoradores do templo; ele também nunca e exerceu qualquer atividade no serviço do templo e nem se vestiu com as vestes sagradas das quais tinha direito de nascimento. Mas é no Evangelho de Lucas que lemos sobre como João Batista viveu até o momento de iniciar seu serviço sacerdotal: "O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel" [Lc.1:80]. João Batista crescia e se fortalecia em espírito vivendo nos desertos e não no meio da religiosidade corrompida, pois não comungava da companhia dos falsos adoradores do templo de Jerusalém e também não participava da porção da mesa sacerdotal, a qual estava profanada pela ganância dos líderes saduceus. Mas então agora vêm os "religiosos de plantão", os "phDs em teologia" nos dizer que não existe fiel a Deus sem uma igreja? Ora! Se assim fosse, João Batista não teria nascido, vivido e crescido, pois de alguma forma Deus usaria alguém de dentro do judaísmo para anunciar a sua Palavra; mas então o que está escrito?... Está escrito: "Sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto" [Lc.3:2]; ou seja, a Palavra de Deus não veio aos chefes religiosos e nem a qualquer pessoa que servia no templo de Jerusalém, mas a Palavra de Deus veio a um "desigrejado", a um fora do sistema religioso corrompido, ela veio a João Batista que vivia no deserto, cujas vestes não eram as sacerdotais, cuja comida não era a da mesa sacerdotal e cuja habitação nunca esteve nas câmaras do templo judaico... Essa corja de vagabundos fica defendendo sua posição enquanto muita gente perece como ovelhas sem pastor, mas eles fazem essa maracutaia teológica, porque se as pessoas que frequentam as denominações descobrirem que servir a Deus é muito mais simples do que imaginam, isto é, que podem congregar em casa, sem um local específico, que não precisam de ministérios complicados (ministério de louvor, ministério feminino, ministério de jovens, banda musical, etc.), nem de rituais imbecis (quebra de maldição, orar no monte, pagar dízimo, dar oferta, fazer voto...) e nem de uma denominação ou carteirinha dele, esses falsos mestres perderiam seu status de deuses no meio dos crentes e, é claro, as contribuições financeiras das quais enchem suas burras.

"Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. 3. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" [2Cor.11:2,3].

Sim, a serpente enganou e já domina nesse sistema religioso que aí está, pois essas denominações evangélicas se afastaram da simplicidade que há em Cristo Jesus para seguir as mentiras dos dos seus gananciosos mestres. E hoje tem muito mais desviados dentro das igrejas evangélicas do que fora delas, mas essas igrejas desviadas da simplicidade de Cristo querem rotular de "sem igreja", àqueles que saíram do seu meio, por não aceitarem ter comunhão com o pecado do adultério, da fornicação, da política, do mercado da fé, da cobiça das riquezas, da ganância dos líderes religiosos, do divórcio, do misticismo, dos rituais absurdos, das festas pagãs, das pregações vazias, das músicas gospels etc. Em suma, e como no tempo de João Batista, os desigrejados estão mais dentro da igreja de Cristo do que os igrejados de hoje... Acho que a teologia precisa ensinar aos teólogos que nem no monte Gerizim e nem em Jerusalém são os lugares de adoração, pois Deus procura seus verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade, pois Deus é Espírito [Jo.4:23,24] e nós, em Cristo, somos edificados para templo santo do Senhor Jesus, pois o Espírito Santo de Deus está habitando em nós [1Cor.3:16; Ef.2:21; 1Pe.2:5].

Ev. Levi.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

SEBNA, UM MORDOMO INFIEL NA CASA REAL.

 SEBNA, UM MORDOMO INFIEL NA CASA REAL.

Sebna, o mordomo da casa real de Judá, isto é, da casa do rei Ezequias, estava em conspiração contra o seu senhor. 

2Rs 18:18: "Tendo eles chamado o rei, saíram-lhes ao encontro Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista."

2Rs 18:26: "Então, disseram Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Joá a Rabsaqué: Rogamos-te que fales em aramaico aos teus servos, porque o entendemos, e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está sobre as muralhas."

2Rs 18:37: "Então, Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, vieram ter com Ezequias, com suas vestes rasgadas, e lhe referiram as palavras de Rabsaqué."

2Rs 19:2: "Então, enviou a Eliaquim, o mordomo, a Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes cobertos de pano de saco, ao profeta Isaías, filho de Amoz;"

SEBNA UM MORDOMO INFIEL. 

Is 22:15-21: "Assim diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos: Anda, vai ter com esse administrador, com Sebna, o mordomo, e pergunta-lhe: Que é que tens aqui? Ou a quem tens tu aqui, para que abrisses aqui uma sepultura, lavrando em lugar alto a tua sepultura, cinzelando na rocha a tua própria morada? Eis que como homem forte o SENHOR te arrojará violentamente; agarrar-te-á com firmeza, enrolar-te-á num invólucro e te fará rolar como uma bola para terra espaçosa; ali morrerás, e ali acabarão os carros da tua glória, ó tu, vergonha da casa do teu senhor. Eu te lançarei fora do teu posto, e serás derribado da tua posição. Naquele dia, chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, vesti-lo-ei da tua túnica, cingi-lo-ei com a tua faixa e lhe entregarei nas mãos o teu poder, e ele será como pai para os moradores de Jerusalém e para a casa de Judá."

A SEDUÇÃO DAS PROMESSAS DO MUNDO. 

Is 36:1-22: "No ano décimo quarto do rei Ezequias, subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá e as tomou. O rei da Assíria enviou Rabsaqué, de Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias, com grande exército; parou ele na extremidade do aqueduto do açude superior, junto ao caminho do campo do lavadeiro. Então, saíram a encontrar-se com ele Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista. Rabsaqué lhes disse: Dizei a Ezequias: Assim diz o sumo rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas? Bem posso dizer-te que teu conselho e poder para a guerra não passam de vãs palavras; em quem, pois, agora confias, para que te rebeles contra mim? Confias no Egito, esse bordão de cana esmagada, o qual, se alguém nele apoiar-se, lhe entrará pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam. Mas, se me dizes: Confiamos no SENHOR, nosso Deus, não é esse aquele cujos altos e altares Ezequias removeu e disse a Judá e a Jerusalém: Perante este altar adorareis? Ora, pois, empenha-te com meu senhor, rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se de tua parte achares cavaleiros para os montar. Como, pois, se não podes afugentar um só capitão dos menores dos servos do meu senhor, confias no Egito por causa dos carros e cavaleiros? Acaso, subi eu agora sem o SENHOR contra esta terra, para a destruir? Pois o SENHOR mesmo me disse: Sobe contra a terra e destrói-a. Então, disseram Eliaquim, Sebna e Joá a Rabsaqué: Pedimos-te que fales em aramaico aos teus servos, porque o entendemos, e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está sobre os muros. Mas Rabsaqué lhes respondeu: Mandou-me, acaso, o meu senhor para dizer-te estas palavras a ti somente e a teu senhor? E não, antes, aos homens que estão assentados sobre os muros, para que comam convosco o seu próprio excremento e bebam a sua própria urina? Então, Rabsaqué se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do sumo rei, do rei da Assíria. Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar. Nem tampouco Ezequias vos faça confiar no SENHOR, dizendo: O SENHOR certamente nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria. Não deis ouvidos a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: Fazei as pazes comigo e vinde para mim; e comei, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira, e bebei, cada um da água da sua própria cisterna; até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa; terra de cereal e de vinho, terra de pão e de vinhas. Não vos engane Ezequias, dizendo: O SENHOR nos livrará. Acaso, os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Acaso, livraram eles a Samaria das minhas mãos? Quais são, dentre todos os deuses destes países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o SENHOR livre a Jerusalém das minhas mãos? Eles, porém, se calaram e não lhe responderam palavra; porque assim lhes havia ordenado o rei, dizendo: Não lhe respondereis. Então, Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, rasgaram suas vestes, vieram ter com Ezequias e lhe referiram as palavras de Rabsaqué."

A CONSPIRAÇÃO DE SEBNA. 

A conspiração de Sebna contra a casa real, a saber, contra o rei Ezequias, provavelmente deveu-se a dois fatores: 1. Falta de fé no SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel; 2. Confiou do poder de Senaqueribe, o rei da Assíria, pois seus exércitos estavam avançando e tomando cidades fortes de Judá, então era uma questão de tempo para Jerusalém tombar diante do poderoso Império Assírio. 

Note o que o Senhor falou a Ezequias no capítulo 20 de 2 Reis: "Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás" [2Rs.20:1].

Eu sempre pensei que fosse algum problema familiar que o rei Ezequias estava negligenciando em corrigir, isto é, algum parente do rei que precisava ser disciplinado, mas observando melhor os textos de Isaías e comparando-os com os de 2 Reis, percebi que o problema da casa do rei era com o seu mordomo Sebna, pois Rabsaqué, o porta-voz do rei assírio, tinha muitas informações a respeito da casa real de Judá, coisas que certamente foram discutidas entre o séquito de Ezequias; então concuí que Sebna estava passando informações para o inimigo, isto é, trabalhando como um espião para o Império Assírio, seduzido pelas promessas de paz e prosperidade, as mesmas anunciadas por Rabsaqué diante dos muros de Jerusalém:

2Rs 18:29-32: "Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão; nem tampouco vos faça Ezequias confiar no SENHOR, dizendo: O SENHOR, certamente, nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria. Não deis ouvidos a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: Fazei as pazes comigo e vinde para mim; e comei, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira, e bebei, cada um da água da sua própria cisterna. Até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de cereal e de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras e de mel, para que vivais e não morrais. Não deis ouvidos a Ezequias, porque vos engana, dizendo: O SENHOR nos livrará."

OS SEBNAS DOS NOSSOS DIAS.

Há muitos Sebnas que estão dentro das igrejas de hoje, fazendo tratos com os reis deste mundo para ter paz e prosperidade, pois temem os poderosos desta terra e não confiam no Deus dos céus e da terra; esses mordomos, esses pastores querem ficar de bem com a política dos homens, por isso lançam candidatos e até mesmo suas próprias candidaturas políticas para tentar apaziguar o reino das trevas com o da luz, mas o que eles realmente fazem é conspirar contra o Deus Altíssimo e contra o seu povo; e assim como Sebna, o mordomo de Ezequias, o seu fim será trágico: Is 22:15-19: "Assim diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos: Anda, vai ter com esse administrador, com Sebna, o mordomo, e pergunta-lhe: Que é que tens aqui? Ou a quem tens tu aqui, para que abrisses aqui uma sepultura, lavrando em lugar alto a tua sepultura, cinzelando na rocha a tua própria morada? Eis que como homem forte o SENHOR te arrojará violentamente; agarrar-te-á com firmeza, enrolar-te-á num invólucro e te fará rolar como uma bola para terra espaçosa; ali morrerás, e ali acabarão os carros da tua glória, ó tu, vergonha da casa do teu senhor. Eu te lançarei fora do teu posto, e serás derribado da tua posição."

A MORDOMIA NA IGREJA DE CRISTO. 

Jesus, na sua "Parábola do Mordomo Infiel"; disse que o mesmo foi descoberto e acusado de defraudar os bens do seu senhor, mas que o mal administrador ao ouvir a repreensão do seu amo, caiu em si e agiu sabiamente corrigindo as contas dos devedores e desprezando o lucro da usura que tomava para si; e Jesus concluiu sua Parábola assim:

Lc 16:9-13: "E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas."

A EXORTAÇÃO AOS MORDOMOS DA CASA DE DEUS. 

Já no capítulo 12 do Evangelho de Lucas; Cristo traz uma exortação àqueles cujos seus rebanhos foram confiados:

Lc 12:42-48: "Disse o Senhor: Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis. Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão."

CONCLUSÃO. 

As igrejas não precisam dos favores do mundo para viver em paz, pois Cristo é a nossa vida e a nossa paz; pois "do Senhor é a terra e a sua plenitude" [1Cor.10:26]. Amém!

Ev. Levi. 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

SE GRITAR: "PERSEGUIÇÃO"; NÃO FICA UM MEU IRMÃO!

Fp 1:27-29: "Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; 28. E que em nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus. 29. Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele".



Fp 1:29: "Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele". Este verso é tão claro e transparente quanto água cristalina, ou seja, ser cristão é padecer perseguição; é ser odiado sem causa pelo mundo (digo "sem causa" porque tem gente que se chama pelo nome de Cristo, mas o seu comportamento é de filho do diabo; para esses falsos cristãos, as injúrias que eles padecem são merecidas); os cristãos primitivos sabiam dessa "cláusula do Reino dos céus", pois as palavras de Jesus na boca dos seus apóstolos, ainda ressoavam em seus ouvidos e corações (Jo 17:14: "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo."). Ser cristão nos primeiros séculos da história da igreja era assinar uma sentença de morte, de expropriação e de renúncia dos reinos do mundo e da glória deles, trocando tudo nesta vida para receber a esperança da vida eterna com Cristo Jesus na sua vinda; eles, os primeiros cristãos, derrotaram exércitos, não com armas humanas, mas com a espada do Espírito; subjugaram reinos, não por intermédio de tronos terrestres, mas pelo estabelecimento do Reino dos céus em seus corações; venceram inimigos, não pagando mal com mal, mas fazendo o bem e orando pela salvação dos seus perseguidores... Eles sabiam o que significava: "... Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz e siga-me" [Lc.9:23]; sim! Eles entenderam o que era "apresentar os seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, num culto racional" [Rm.12:1]; mas e nós, cristãos moderninhos? É claro que não! Se gritar: "Perseguição"; não fica um meu irmão!...

A igreja evangélica brasileira nunca perdeu nada por causa de Jesus; somos uma geração de evangélicos tão acomodados com os confortos desta vida, que para nós a tribulação é algo que vai acontecer com os outros, jamais conosco; nós sempre empurramos o Apocalipse com a barriga da nossa comodidade para mais adiante de nós e da nossa época; o Apocalipse sempre vai acontecer num tempo muito distante de nós, mas jamais conosco; nós nos fazemos de bobos (ou somos bobos mesmo), pois esquecemos (ou nem queremos saber) que cristãos foram lançados às feras nos "circus romanus", que crentes em Jesus tiveram seus bens saqueados, que inúmeros discípulos foram expulsos de seus lares por causa do Evangelho de Cristo e que muitos perderam a própria vida por causa da fé cristã; porém nós queremos nos enganar dizendo: "Quando a grande tribulação chegar..." Mas espera aí! E o que foi que os primeiros cristãos padeceram? Cafuné? Tenha dó! A grande tribulação começou há muito tempo atrás; foi quando a igreja de Cristo nasceu que a tribulação começou, pois o trigo deve sofrer tribulação para ficar livre da sua palha (o tribulum era um instrumento agrícola usado para "trilhar" o trigo, a fim de separá-lo da palha), por isso o apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses:
"Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele" [Fl.1:29]; fé sem obras é morta, pois as obras cooperam com a fé para aperfeiçoá-la [Tg.2:17,22]. A verdade é um remédio difícil de engolir, mas que nos liberta dos enganos do nosso coração, pois nos cura por dentro e não superficialmente.

Jesus foi impelido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado por Satanás [Mt.4:1; Mc.1:12,13; Lc.4:1,2]; mas Jesus mesmo disse aos seus discípulos: "Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. [19] Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. [20] Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós..." [João.15:18-20]. A garantia de que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno, é que ele nos odeia sem uma justa causa; são as trevas incomodadas com a luz, pois ambas não podem coexistir no mesmo lugar e ao mesmo tempo, porque quando a luz resplandece, as trevas vão embora. Mas assim como Jesus foi impelido pelo Espírito ao deserto, e lá no ermo ele venceu o diabo e as fraquezas da carne, pois os textos dizem que depois dele ter jejuado 40 dias teve fome; também nós, quando estamos sozinhos, em lugares ermos, sem ninguém por perto para nos julgar; então é aí que teremos a oportunidade de apresentarmos os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus num culto racional... Muitas pessoas pensam que seu culto racional é quando vão congregar ou assistir um culto nas igrejas, mas não é disso que o texto bíblico se refere, pois de um corpo ofertado em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o que se espera é que ele esteja morto morto para o mundo, para viver para Deus: "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor. [12] Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; [13] nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. [14] Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça" [Rm.6:11-14]. Mas é no lugar deserto que muitos de nós cedemos ao pecado; é ali, no solitário que cultivamos pensamentos impuros, vemos coisas indecentes, e fazemos o que não convém a santos; Satanás nos vence porque somos cristãos da boca pra fora; ainda não bebemos da água viva e, consequentemente, a fonte que salta para a vida eterna não jorra do nosso interior...

João 7:37-39. [37] E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. [38] Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. [39] E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.

Deus tenha misericórdia de nós evangélicos brasileiros; Deus tenha misericórdia das igrejas evangélicas brasileiras; Deus tenha misericórdia das ovelhas destinadas para a matança, as pobres do rebanho, daquelas que os seus pastores as compram, as matam, as vendem e dizem: "Louvado seja o Senhor, porque me tornei rico"; e não se compadecem delas [Zc.11:4,5].

Ezequiel 34:2-10.
[2] Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? [3] Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. [4] A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. [5] Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo. [6] As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque. [7] Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor: [8] Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e se tornaram pasto para todas as feras do campo, por não haver pastor, e que os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas, — [9] portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor: [10] Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores e deles demandarei as minhas ovelhas; porei termo no seu pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto.

Infelizmente, as denominações cristãs brasileiras não fazem discípulos de Cristo, mas prosélitos denominacionais; elas prendem, escravizam, dominam com rigor, ou deixam ao léu as suas ovelhas. As ovelhas têm fome e não lhes é dado de comer, elas têm sede e não lhes é permitido beber; estão nuas e não lhes são cobertas as vergonhas da sua nudez; são estrangeiras e não são hospedadas; estão doentes e ninguém lhes deita azeite nas feridas e nem são espremidas suas pústulas... Mas, enquanto os prosélitos são formados duas vezes mais filhos do diabo do que aquele que os formou, as lideranças eclesiásticas ficam ricas com a gordura das ovelhas destinadas para a matança. Contudo o próprio Senhor é juiz e julgará todas essas coisas; duro é cair nas mãos do Deus vivo!

Jeremias 7:2-11. [2] Põe-te à porta da Casa do Senhor, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá, vós, os que entrais por estas portas, para adorardes ao Senhor. [3] Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Emendai os vossos caminhos e as vossas obras, e eu vos farei habitar neste lugar. [4] Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este. [5] Mas, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras praticardes a justiça, cada um com o seu próximo; [6] se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, [7] eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre. [8] Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam. [9] Que é isso? Furtais e matais, cometeis adultério e jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, [10] e depois vindes, e vos pondes diante de mim nesta casa que se chama pelo meu nome, e dizeis: Estamos salvos; sim, só para continuardes a praticar estas abominações! [11] Será esta casa que se chama pelo meu nome um covil de salteadores aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o Senhor.

Deus tenha misericórdia de nós!

Ev. Levi.