MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

O CHIFRE PEQUENO - A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

A HISTÓRIA DO MUNDO NARRADA NA VISÃO DE DANIEL.

1 - O BODE PELUDO É O REINO DA GRÉCIA.

Sabemos pela história que o Império Macedônico se expandiu até a Ásia [o bode se engrandeceu cada vez mais], e tudo isto sob o comando de Alexandre o Grande, ou seja, o primeiro rei, o grande chifre quebrado; porém com sua morte prematura, e sem deixar um herdeiro, os seus quatro generais assumiram o vasto Império de Alexandre; estes são descritos em Daniel como “os quatro chifres que cresceram na direção dos quatro ventos do céu”.

OS QUATRO CHIFRES. Os generais de Alexandre: Selêuco, Lisímaco, Ptolemeu e Cassandro.

¹Os Reinos Helenísticos foram reinos surgidos na Ásia, Egito, Macedônia e Grécia após a divisão do Império de Alexandre, o Grande (ou Magno) por seus generais: Selêuco, Lisímaco, Ptolemeu e Cassandro, após a morte do imperador em 323 a.C. Como Alexandre não determinou um herdeiro, seus generais guerrearam entre si pelo domínio do Império e o dividiram. Ptolemeu ficou com o Egito, Cassandro com a Macedônia e a Grécia, Lisímaco com parte da Península da Anatólia e da Trácia e Selêuco com os territórios da Mesopotâmia e do Império Persa. Esses generais, seus descendentes e outros governadores de províncias estavam constantemente em guerra entre si tentando reestabelecer o Império de Alexandre em toda a sua magnitude. Assim, por exemplo, com a morte de Lisímaco, um de seus oficiais tomou o que restou de seu Império na Anatólia, em torno da cidade de Pérgamo e deu origem a dinastia Atálida. Eles mantiveram o poder sobre o território à oeste do Tigre por algum tempo e controlaram o Mediterrâneo Oriental até a conquista romana nos séculos II e I a.C.

¹Fonte: https://pt.wikibooks.org - Civilizações da Antiguidade:  O helenismo e os reinos helenistas.

²AS 2300 TARDES E MANHÃS DE DANIEL 8:13-14.

Texto: Prof. Édio Mazera.

Daniel 8:8-14. [+ ou - 553 a.C.; quase 3 anos antes do nascimento de Alexandre Magno e 338 anos antes do nascimento de Antíoco IV Epifânio].

8. O bode se engrandeceu cada vez mais [Império Macedônico]. Porém, quando estava no auge do seu poder, o seu grande chifre foi quebrado [morre Alexandre Magno – nascimento em julho de 356 a.C. – morte em junho de 323 a.C. – 3 anos após conquistar o Império Medo – Persa], e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis [seus quatro generais: Selêuco, Lisímaco, Ptolemeu e Cassandro assumiram o Império Macedônico], que cresceram na direção dos quatro ventos do céu [o Império Macedônico foi dividido em 4 partes].

9. De um deles [Selêuco] saiu um chifre pequeno [Antíoco IV Epifânio – nasc. 215 a.C.; morte 162 a.C. - Reinado 175 a.C. - 164 a.C.], que se engrandeceu na direção do Sul, do Leste e da terra gloriosa [Egito, Síria e Judeia – Palestina].

10. Ele se engrandeceu tanto, que alcançou o exército dos céus. Lançou por terra alguns desse exército e das estrelas e os pisou com os pés.

11. Ele se engrandeceu tanto, que chegou a desafiar o príncipe desse exército. Tirou dele o sacrifício diário e “destruiu” o lugar do seu santuário. [Antíoco proibiu – “lançou fora” - o culto mosaico em Jerusalém e impôs a religião pagã helenista em todos os domínios do seu reino].

12. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões [Malaquias 2:1-3; profecia de + ou – 397 a.C.]. Lançou por terra a verdade, e tudo o que ele fez prosperou. [Em 170 a.C. Antíoco assaltou Jerusalém, saqueou o Templo, e matou a muitos; em 168 a.C. proibiu a prática da Lei de Moisés e profanou o Templo com um sacrifício a Júpiter Olimpo, no Lugar Santo - ver Dn 11.29, 30,31].

13. Depois, ouvi um santo que falava; e outro santo lhe perguntou: Até quando vai durar a visão do sacrifício diário suprimido e da transgressão desoladora? Até quando o santuário e o exército ficarão entregues, para que sejam pisados aos pés?

14. Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois, o santuário será purificado. [Em Êxodo temos uma explicação sobre o sacrifício contínuo, ou diário: Êxodo 29:38,39. Isto, pois, é o que oferecereis sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. 39. Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro cordeiro oferecerás à tarde].

Portanto 2300 tardes e manhãs não significam 2.300 anos proféticos (Ezequiel 4:5), mas exatamente 1.150 dias porque são dois sacrifícios por dia, então em 1.150 dias serão 2.300 sacrifícios diários, um de manhã e o outro à tarde. Veja que Antíoco governou Jerusalém de 167 a 164, ou seja, ele deve ter reinado por aproximadamente 3,2 anos que são 1152 dias (ou 1150 dias aproximadamente, já que não sabemos o período exato em meses).

Em 167 a.C. Antíoco IV Epifânio, que regressava de uma campanha ao Egito, conquistou Jerusalém. A cidade perdeu os seus privilégios e passou a ser permanentemente controlada por soldados. Antíoco procurou forçar a helenização deste seu novo território, proibindo o culto judaico. A observância do sábado e das interdições alimentares, bem como a circuncisão foram proibidas. No Templo de Jerusalém seria instalada uma estátua do deus grego Zeus. O objetivo destas medidas era criar uma uniformidade cultural entre os súbditos do seu reino.

Daniel 11:28,31,32. (28). Então, o homem vil tornará para a sua terra com grande riqueza, e o seu coração será contra a santa aliança; ele fará o que lhe aprouver e tornará para a sua terra. (31). Dele sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora. (32). Aos violadores da aliança, ele, com lisonjas, perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.

Esta situação gerou descontentamento entre os Judeus que eram contra a helenização e que provocaram uma revolta, na qual foram liderados pelo sacerdote Matatias e seus filhos, os Macabeus, os quais expulsaram as tropas de Antíoco IV de Jerusalém. Por fim chegou ao termo da sua vida no ano 164 a.C., sem socorro de qualquer pessoa (Dn 11:45)

²https://nead.pro.br/blog/?p=1364

O CHIFRE PEQUENO E O TEMPO DO FIM (Dn. 7 e 8).

Daniel 7:7,8.

7. Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. 8. Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.

A QUATRO REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS.

As três primeiras pontas.

1. A Primeira Revolução Industrial - Iniciou-se por volta do ano de 1760, e se consolidou entre o final do Século XVIII (18) e início do Século XIX (19); caracterizou-se pela utilização da máquina à vapor como força motriz na indústria de manufatura (indústria têxtil).

2. A Segunda Revolução Industrial - teve início ente 1850 - 1870 (século XIX); caracterizou-se pelo desenvolvimento da indústria química, elétrica, de petróleo e de siderurgia. É considerada uma nova fase da industrialização, como um aprimoramento da primeira revolução industrial, pois não houve uma ruptura entre elas; novas tecnologias foram empregadas e os processos de produção foram modernizados.

3. A Terceira Revolução Industrial - Compreende ao período pós Segunda Guerra Mundial, a partir da década de 1950 (Século XX); onde ocorreram vários avanços nas áreas tecno-científicas como: robótica, genética, telecomunicações, informática e eletrônica.

O “chifre pequeno” que tem “olhos” e uma “boca que fala com arrogância”. [Dn. 7:8].

4. A Quarta Revolução Industrial - É a da inteligência artificial, da nanotecnologia e da biotecnologia. Ela compreende: a manipulação genética, o transumanismo, e a “singularidade” - união do homem com a máquina.

O ÚLTIMO REINO HUMANO.

Daniel 7:7,19. (7). Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres... (19). Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava.

O que Daniel vê é a Besta do livro do Apocalipse [cap. 13], e ele descreve esse animal que simboliza o último reino humano da Terra, como um ser híbrido; pois que apesar de ser um animal, mas tem dentes de ferro e unhas de bronze, isto é, uma mistura de carne e metal [ver Dn. Daniel 2:43,44].

A PONTA PEQUENA QUE SOBE.

Daniel 7:8. Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.

A 4ª Revolução Industrial é a marca do último Reino humano da Terra; é o “chifre pequeno”, do chip de computadores, das nanotecnologias robóticas e da manipulação genética, tudo no nível dos domínios da microscopia; portanto, um “chifre muito pequeno” [Dn. 8:9]. Todas as tecnologias atuais estão sendo desenvolvidas à nível celular e atômico com chips de computador cada vez menores e mais eficientes; a tecnologia eletrônica está presente em quase tudo, e a última barreira a ser vencida será a sua implantação no corpo humano.

A arrogância da humanidade em seus delírios de tentar ser como Deus, não tem limites, pois, o chifre pequeno tem olhos como de homem, isto significa a cobiça humana de saber todas as coisas, de ver e controlar todas as coisas, e de estar em todos os lugares ao mesmo tempo; como se fosse um deus onisciente, onipotente e onipresente; o chifre pequeno também tem uma boca que, “arrogantemente fala grandes coisas”; a ciência é adorada como um deus num mundo sem o verdadeiro Deus; os prodígios da ciência são venerados como se fossem dogmas religiosos, dos quais não podem ser questionados nem revistos; muitas teorias - que não passam de apenas teorias - são aceitas como verdades absolutas e indiscutíveis como a teoria da evolução de Darwin, e o sistema copernicano; e isto sem falar das falsas realizações científicas como a conquista da Lua, a datação da idade da Terra etc.

DANIEL CAP. 7 E CAP. 8 SE COMPLETAM.

Se compararmos o que está escrito em Daniel cap. 7 com o cap. 8, veremos que eles se completam.

Daniel 7:20,21.

20. E também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subiu, e diante do qual caíram três, isto é, daquele que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros. 21. Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles.

Daniel 8:8-12, 21-26.

8. O bode se engrandeceu cada vez mais. Porém, quando estava no auge do seu poder, o seu grande chifre foi quebrado, e em seu lugar saíram quatro chifres bem visíveis, que cresceram na direção dos quatro ventos do céu. 9. De um deles saiu um chifre pequeno, que se engrandeceu na direção do Sul, do Leste e da terra gloriosa. 10. Ele se engrandeceu tanto, que alcançou o exército dos céus. Lançou por terra alguns desse exército e das estrelas e os pisou com os pés. 11. Ele se engrandeceu tanto, que chegou a desafiar o príncipe desse exército. Tirou dele o sacrifício diário e destruiu o lugar do seu santuário. 12. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões. Lançou por terra a verdade, e tudo o que ele fez prosperou... 21. O bode peludo é o rei da Grécia, e o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei. 22. O fato do chifre ter sido quebrado, levantando-se quatro chifres em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha. 23. Quando se aproximar o fim desses reinos e as transgressões tiverem chegado ao máximo, surgirá um rei cruel e mestre em intrigas. 24. Grande será o seu poder, mas não por sua própria força. Causará destruições terríveis, e prosperará naquilo que fizer. Destruirá os poderosos e o povo santo. 25. Por sua astúcia, fará prosperar o engano. No seu coração ele se engrandecerá, e destruirá muitos que vivem despreocupadamente. Ele se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas será destruído sem intervenção humana. 26. A visão das tardes e das manhãs, que lhe foi dada, é verdadeira. Mas guarde a visão em segredo, porque se refere a dias ainda bem distantes.

 

A BESTA.

Apocalipse 13:1,5-7. 1. E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia... 5. E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. 6. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. 7. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.

O FALSO PROFETA.

Apocalipse 13:11-13. 11. E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. 12. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. 13. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.

IMPRENSA, O QUARTO PODER.

A Influência da Mídia na Sociedade: O Quarto Poder (rabiscodahistoria.com)

1. O quarto poder na sociologia é uma expressão que se refere à imprensa e sua capacidade de influenciar a opinião pública e os processos políticos. A ideia é que a mídia, assim como os três poderes tradicionais (executivo, legislativo e judiciário), tem um papel fundamental na construção da democracia e na fiscalização do poder.

2. O conceito de quarto poder foi criado pelo escritor francês Alexis de Tocqueville no século XIX. Ele observou que a imprensa tinha um papel importante na sociedade americana, atuando como um contrapeso aos poderes do governo, e cunhou a expressão “quarto poder” para se referir a essa função.

3. O quarto poder é fundamental para a democracia porque é responsável por informar a população sobre os acontecimentos políticos e sociais, além de fiscalizar o poder e denunciar abusos e corrupção. Sem uma imprensa livre e independente, os cidadãos não teriam acesso à informação necessária para tomar decisões informadas e participar ativamente da vida política.

4. A mídia pode influenciar a opinião pública de diversas maneiras, como através da seleção de notícias, da ênfase dada a determinados temas, da escolha de fontes e especialistas, da linguagem utilizada e da forma como as informações são apresentadas. Além disso, a mídia pode criar agendas políticas e moldar a percepção do público sobre determinados temas.

5. O quarto poder deve atuar dentro dos limites da ética jornalística e dos direitos individuais, evitando a difamação, a invasão de privacidade e outros abusos. Além disso, a imprensa deve ser independente e não se submeter a interesses políticos ou econômicos.

6. A tecnologia tem transformado o quarto poder, permitindo que mais pessoas tenham acesso à informação e criando novas formas de comunicação e interação entre jornalistas e leitores. Por outro lado, a proliferação de notícias falsas e o uso indevido das redes sociais têm representado um desafio para a credibilidade da imprensa.

7. O papel dos jornalistas no quarto poder é o de investigar, apurar e divulgar informações relevantes para a sociedade, com imparcialidade e ética. Eles devem ser capazes de identificar fontes confiáveis, verificar a veracidade das informações e apresentar os fatos de forma clara e objetiva.

8. A liberdade de imprensa é um dos pilares do quarto poder, pois permite que os jornalistas atuem de forma independente e sem censura, garantindo o direito à informação e a transparência na vida pública. Sem a liberdade de imprensa, o quarto poder perde sua capacidade de fiscalização e controle do poder.

9. O quarto poder tem um papel fundamental na promoção da transparência na vida pública, pois é responsável por investigar e divulgar informações sobre as atividades dos governos e das instituições públicas. A transparência é importante para garantir a prestação de contas e a responsabilização dos agentes públicos.

10. O quarto poder pode contribuir para o fortalecimento da democracia ao informar a população sobre os processos políticos e sociais, fiscalizar o poder e denunciar abusos e corrupção. Além disso, a imprensa pode criar espaços para o debate público e para a participação cidadã, promovendo a diversidade de opiniões e ideias.

11. O quarto poder enfrenta diversos desafios atualmente, como a proliferação de notícias falsas, a polarização política, a crise financeira dos meios de comunicação tradicionais e a pressão por audiência e rentabilidade. Além disso, a liberdade de imprensa está ameaçada em muitos países, com governos autoritários e grupos de interesse tentando controlar a mídia.

12. A diversidade de vozes é importante para o quarto poder porque permite que diferentes perspectivas e experiências sejam representadas na mídia. Isso pode ajudar a evitar a concentração de poder e a promover a pluralidade de ideias. Além disso, a diversidade pode aumentar a credibilidade da imprensa e fortalecer sua capacidade de fiscalização e controle do poder.

13. O quarto poder tem uma relação de interdependência com os outros poderes (executivo, legislativo e judiciário), pois atua como um contrapeso ao poder estabelecido e como um canal de comunicação entre os cidadãos e as instituições políticas. A imprensa pode influenciar as decisões dos outros poderes ao expor escândalos e irregularidades, mas também está sujeita à pressão e à influência desses mesmos poderes.

14. O quarto poder pode contribuir para a promoção dos direitos humanos ao denunciar abusos e violações desses direitos, dar visibilidade a movimentos sociais e minorias marginalizadas, e promover o debate público sobre questões relacionadas aos direitos humanos. Além disso, a imprensa pode ajudar a conscientizar a população sobre a importância dos direitos humanos e a pressionar os governos e as instituições para que respeitem esses direitos.

15. A imprensa pode se tornar mais transparente e responsável ao adotar práticas de jornalismo ético, como a verificação de fontes, a checagem de fatos e a correção de erros. Além disso, os meios de comunicação podem criar mecanismos de participação cidadã, como o ouvidor ou ombudsman (profissional com a função de receber críticas, sugestões e reclamações de usuários), para receber críticas e sugestões dos leitores. A transparência financeira também é importante, com a divulgação dos interesses econômicos e políticos por trás das notícias e da propriedade dos meios de comunicação.

 

Ev. Levi.

 

A MINHA CASA SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO. (Marcos 11:17).

 A MINHA CASA SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO. (Marcos 11:17).

Marcos 11:1-21. ¹ E, logo que se aproximaram de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, junto do Monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, ² E disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis preso um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o, e trazei-mo. ³ E, se alguém vos disser: Por que fazeis isso? dizei-lhe que o Senhor precisa dele, e logo o deixará trazer para aqui. ⁴ E foram, e encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram. ⁵ E alguns dos que ali estavam lhes disseram: Que fazeis, soltando o jumentinho? ⁶ Eles, porém, disseram-lhes como Jesus lhes tinha mandado; e deixaram-nos ir. ⁷ E levaram o jumentinho a Jesus, e lançaram sobre ele as suas vestes, e assentou-se sobre ele. ⁸ E muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. ⁹ E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor; ¹⁰ Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas. ¹¹ E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo em redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze. ¹² E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. ¹³ E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. ¹⁴ E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto. ¹⁵ E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derrubou as mesas dos cambiadores e as cadeiras dos que vendiam pombas. ¹⁶ E não consentia que alguém levasse algum vaso pelo templo. ¹⁷ E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A MINHA CASA SERÁ CHAMADA, POR TODAS AS NAÇÕES, CASA DE ORAÇÃO? Mas vós a tendes feito covil de ladrões. ¹⁸ E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina. ¹⁹ E, sendo já tarde, saiu para fora da cidade. ²⁰ E eles, passando pela manhã, viram que a figueira se tinha secado desde as raízes. ²¹ E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eis que a figueira, que tu amaldiçoaste, se secou.

Zacarias 9:8,9. ⁸ E acampar-me-ei ao redor da minha casa, contra o exército, para que ninguém passe, nem volte; para que não passe mais sobre eles o opressor; porque agora vi com os meus olhos. ⁹ Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta. {Mt. 21:5}.

COMENTÁRIO.

Jesus e seus discípulos indo em caminho para Jerusalém, e passando por Jericó, se depararam com dois cegos assentados junto do caminho, os quais clamaram a Cristo que tivesse misericórdia deles, e Jesus lhes perguntou: Que quereis que vos faça? ³³ Disseram-lhe eles: Senhor, que os nossos olhos sejam abertos [Mt. 20:32,33] ... Talvez esta seja a pregação que abrirá os olhos de alguns crentes que, como aqueles dois cegos de Jericó, ainda estão à beira do caminho recebendo a semente da palavra de Deus [Lc. 8:5].

Cristo cumpre mais profecias sobre Ele, e entra triunfalmente em Jerusalém assim como descreveu o profeta Zacarias [9:9], e entra no Templo como descreveu o profeta Malaquias [“... de repente virá ao seu Templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos” - Malaquias 3:1], e depois de ver tudo ao redor, mas como já era tarde, retira-se para Betânia. Já no outro dia, saindo de Betânia, Jesus teve fome, e vendo de longe uma figueira que “tinha folhas” foi ver se nela havia frutos, mas chegando-se a ela Cristo achou somente folhas, e o evangelista Marcos observa: “Porque não era tempo de figos” [verso 13]. Mas Jesus, decepcionado com a figueira, a amaldiçoa dizendo: “Nunca mais coma alguém fruto de ti” [verso 14]. Estes trechos das Escrituras estão entrelaçados, pois Jesus entra em Jerusalém aclamado como seu rei, mas Ele vê tudo e já sendo tarde, não toma nenhuma providência, mas deixa para o outro dia; contudo logo na manhã seguinte, o Senhor retorna à Jerusalém, e tendo fome vê ao longe uma figueira que “tinha folhas”. Isto é muito interessante, pois o figo não é um fruto, mas uma “inflorescência”, uma flor comestível; e para que uma figueira dê seus figos, as suas flores comestíveis, é necessário que ela fique folhosa também, ou seja, uma figueira cheia de folhas é sinal de que tem figos; mas o evangelista observa que não era tempo de figos (contudo é possível colher figos fora da estação, pois pode ser que ela dê frutos chamados de “temporãos”); então o que o texto nos quer dizer é que a “figueira mentiu”... Irmãos, quantos crentes tem mentido à semelhança daquela figueira, quantos crentes têm beleza como aquela figueira, e são tão frondosos quanto aquela árvore, todavia querem aparentar ter o que não têm, e ser o que não são antes do tempo; o Salmo 1 diz que aqueles que meditam com prazer na Lei do Senhor diariamente são como que uma árvore plantada junto a ribeiro de águas, que dá seu fruto na estação própria, cujas folhas não caem, e tudo o que fazem prospera; mas há muitas “figueiras estéreis” dentro das igrejas e quando Jesus vier buscar seus frutos nelas, só vai achar folhas.

Em Romanos 12:3; está escrito: “Porque pela graça que me é dada, digo a cada um de vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um”. E o apóstolo conclui: “Porque assim como um corpo tem muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, (5) assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros”.  O que Paulo refere é que Deus pôs na Igreja cada membro no seu lugar certo, onde a mão não pode ocupar o lugar do olho, e o pé não pode ocupar o lugar da boca; pois o crente, no seu devido lugar, para o qual Deus o designou, ali, na sua posição dará seu respectivo fruto; porém se o crente pensar de si mesmo além do que convém, que pode assumir uma função para a qual nunca foi por Deus outorgada a ele, poderá até parecer frutífero aos olhos humanos (contudo Deus não olha para a aparência, e sim para o coração), mas quando aquele que sonda a mente e o coração vier para ver se tem fruto, e ficar decepcionado ao achar só paramentos (enfeites, adornos), Jesus, o Rei da Glória irá secá-lo de vez.

Eu disse que os dois fatos (de Jesus ter visto tudo dentro do Templo e da figueira mentirosa) estavam entrelaçados? Pois bem; Jesus vem ao Templo e ali encontra um verdadeiro mercado: é gente vendendo, é gente comprando, e gente trocando dinheiro, é gente ganhando a vida com a religiosidade do povo... Mas Cristo indignado com aquele comércio na Casa de Deus, dos cordéis de suas vestes faz um “azorrague” e expulsa todos os irreverentes, Ele põe para fora os animais que eram comercializados para as ofertas no altar do sacrifício, e derruba as mesas dos cambistas [João 2:15]. Vejam que assim como a figueira frondosa, mas que sendo estéril desagradou a Cristo, assim também estavam os “adoradores” no Templo, os quais fizeram da fé um comércio, pois encheram a Casa de Deus de coisas que, embora necessárias ao culto, estavam em desacordo com o culto, pois a Casa de Deus é lugar de oração e não casa de venda; tem lugar próprio para se fazer comércio, e a igreja, a Casa de Deus não é esse local.

Hoje tem gente vendendo até roupa dentro das igrejas (ouvi falar de uma que tem boutique dentro dela) é um absurdo, fora aquelas que vendem CDs, Livros, Bíblias, revistas, folhetos, jornal, salgadinho etc. Os crentes de hoje são tão (ou mais) irreverentes do que aqueles judeus que foram expulsos por Jesus do Templo... Eu vi um testemunho de um pastor que foi numa igreja pentecostal e lá tinha uma mulher vendendo “óleo ungido” de várias cores e nomes, o pastor ficou horrorizado com o absurdo e com a anuência do ministério, pois que os ministros nem se manifestaram contra aquela superstição.

Jesus, enfurecido, citou o que profeta Isaías disse a respeito dos gentios: “Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha Casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” [Is.56:7]; e depois esbravejou: “Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores” [Mc.11:17].

Em Eclesiastes 5 está escrito: “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. (2) Não te precipites com tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras” [Ecl.5:1,2]. Infelizmente, nós evangélicos estamos com amnésia bíblica, pois já esquecemos de quem é Deus e de quem somos nós...  

Quando era novo convertido fui a uma igreja num congresso de jovens, e lá vi tanto desrespeito na hora do culto que fiquei abismado; naquele tempo não havia telefone celular, mas via uma irmã que era – se eu não me engano – a presidente do grupo de jovens, a qual estava lendo uma revista moda dentro da igreja, e bem na hora do culto; hoje vemos pessoas nos cultos mandando recados em seus Smartphones, e vendo joguinhos ou conversando no WhatsApp... Os antigos já diziam: “É de pequeno que se torce o pepino”; acho que esse ditado deve ter vindo da tradição italiana, pois pepino em italiano significa: Zezinho; ou seja, se o menino não for corrigido quando criança, não será corrigido depois de adulto; da mesma forma, Provérbios 22:6; discorre sobre essa questão: “Educa a criança no caminho que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”; ou quando exorta aos pais: “Não retires a disciplina da criança, pois se a fustigares com vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com vara, e livrarás a sua alma do inferno” [Prov.23:13,14]; e mais ainda: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela” [Prov.22:15].

Novos convertidos são como crianças e precisam crescer na disciplina das Escrituras, pois se não forem devidamente corrigidas, crescerão crentes infrutíferos e irreverentes, mas a responsabilidade é dos ministros, pois “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” [Tg.4:17]; assim se nós do ministério não tomarmos conta daqueles que estão chegando na igreja para orientá-los no caminho certo segundo as Escrituras, nós responderemos diante de Deus por eles.

“Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniquidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia” [Ez.33:6].

Ev. Levi.  

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

AS COISAS REVELADAS PERTENCEM A NÓS E AOS NOSSOS FILHOS (Deut.29:29).

AS COISAS REVELADAS PERTENCEM A NÓS E AOS NOSSOS FILHOS (Deut.29:29). 12-Dez-2023.

Deuteronômio 29:29. As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.

OS ATRIBUTOS DIVINOS REVELADOS NA CRIAÇÃO.

Salmos 19.

¹ Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

² Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

³ Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.

⁴ A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

⁵ O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho.

⁶ A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.

⁷ A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices.

⁸ Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos.

⁹ O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente.

¹⁰ Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.

¹¹ Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

¹² Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.

¹³ Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.

¹⁴ Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!

TODOS OS HOMENS SÃO INESCUSÁVEIS.

Romanos 1:19-23. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21. Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. 23. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.

A LEI ESCRITA NAS CONSCIÊNCIA DO SER HUMANO.

Romanos 2:12. Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.

Romanos 2:14-16. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; 15. Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; 16. No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.

HÁ ALGUMA INJUSTIÇA DE DEUS NA QUESTÃO DAQUELES QUE NÃO OUVIRAM O EVANGELHO?

Lucas 12:47,48. E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; 48. Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.

Mateus 11:21-24. ²¹ Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. ²² Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. ²³ E tu, Cafarnaum, que te ergues até ao céu, serás abatida até ao inferno; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. ²⁴ Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti.

DEUS SE REVELA ÀQUELES QUE O BUSCAM.

Atos 17:26-28. E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; 27. Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; 28. Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. (Aqui Paulo faz uma citação aos atenienses dos filósofos: Epimênides - "Porque nele vivemos, e nos movemos e existimos" - 600 a.C.; e outra de Cleanto e Arato - "Pois somos sua geração" - 331-233 a.C. O apóstolo Paulo sabia que os atenienses não conheciam a Lei Mosaica, mas visto como eram discípulos dos filósofos epicureus e estoicos, então Paulo lhes pregou o Evangelho alcançando-os por meio das citações de seus próprios filósofos, provando assim que Deus pode trazer sua revelação até aqueles que nunca ouviram falar da sua Palavra; agora cabe a cada um responder positivamente ao chamado divino, buscando-o de todo o seu coração, tal como aconteceu com o Centurião Cornélio em Atos 10, e como também sucedeu com o etíope eunuco no caminho que desce de Jerusalém para Gaza, em Atos 8:26-39).

PELA BOCA DE DUAS OU TRÊS TESTEMUNHAS.

Deuteronômio 17:6,7. Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá. 7. As mãos das testemunhas serão primeiro contra ele, para matá-lo; e depois as mãos de todo o povo; assim tirarás o mal do meio de ti.

1 João 5:8. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. (O Espírito e a água são referências à criação, quando o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas - Gn.1:2,3; e o sangue refere-se à vida que o Espírito de Deus, ao pairar sobre as águas, as inseminou - João 1:4,5,9 - ler; pois a vida de toda carne está no seu sangue - Gn.9:4 e Deut.12:23 - ler).

1 João 5:9. Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. (O testemunho dos homens refere-se à revelação do Deus invisível na natureza, cuja ciência, quando exercida de maneira imparcial, a cada dia pode comprovar o relato bíblico; já o testemunho de Deus é o superior, pois é a revelação dada pela sua Palavra com respeito a Jesus, àqueles que creem nEle).

A ASSINATURA DIVINA NA "CORÔA" DA SUA CRIAÇÃO.

Todo artista depois de concluir sua obra de arte, no final dela põe nela sua assinatura... Pois é! O nosso DNA segue um padrão “ligado por pontes” que se alternam da seguinte forma numérica: 10 - 5 - 6 - 5. No hebraico cada letra do alfabeto equivale a um número; curiosamente as quatro consoantes hebraicas (יחוח), conhecidas como “tetragrama”, que lidas da direita para a esquerda formam o nome de Deus, têm posições numéricas equivalentes ao padrão de alternância do nosso DNA. Vejamos: Yud(10) - Hay(5) - Wav(6) - Hay(5). Essas letras hebraicas, quando transliteradas para o Português, ganham a forma de: YHWH ou YHVH. E para dar sentido ao nome em português, juntam-se vogais às consoantes, e as letras que mais se assemelham ao som original do nome é JEOVÁ ou JAVEH... O Onipotente criador de todas as coisas assinou sua obra prima na última de todas as suas obras de arte o DNA humano, e ali a deixou oculta aos olhos dos homens até este presente século; isto Deus fez para que cientistas ateístas sejam indesculpáveis diante dEle, e para que tivessem um choque de realidade quando o vissem; pois Deus nunca se deixou sem testemunho (Atos 14:17). Amém!

Ev. Levi.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

AS 70 SEMANAS DE DANIEL CAPÍTULO 9, E A VINDA DO MESSIAS.

 Daniel 9:24-27.(24). Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. (25). Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. (26). E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. (27). E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

A revelação dada pelo anjo Gabriel ao profeta Daniel aconteceu no primeiro ano do governo de Dario, isto é, no ano 539 a.C.:

Daniel 9:1,2. (1). No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, {ver: Dn. 5:31} (2). No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.

OS 70 ANOS DO CATIVEIRO ANTES DA DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM: Jeremias 25:11. E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.

NA CARTA DE JEREMIAS ENVIADA AOS JUDEUS, JÁ NO CATIVEIRO BABILÔNICO: Jeremias 29:10. Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.

A destruição de Jerusalém ocorreu no ano 586 a. C., porém dez anos antes, no ano 596 a. C. o rei Joaquim e cerca 10 mil judeus – o profeta Ezequiel estava entre eles – foram levados cativos por Nabucodonosor [2 Reis 24:11-17]. E 6 ou 7 anos antes, 604-603 a. C., no reinado de Jeoiaquim (antes: Eliaquim, ver: 2Rs.23:34 e 2Cr.36:4) houve uma primeira leva de cativos à Babilônia, e foi nessa vez que o profeta Daniel com seus companheiros, Hananias, Misael e Azarias são transportados para lá [2 Reis 24:1-7;  2 Crônicas 36:5-8; Daniel 1:1-7].

O retorno dos judeus à Jerusalém pelo mandado de Ciro se deu no ano 538 a. C.; e a queda de Jerusalém aconteceu em 586 a. C.. Se nós observarmos estas datas não encontramos os 70 anos do cativeiro em Babilônia; porém se compreendermos que os 70 anos se referem à restauração de Israel à sua posição de Reino Sacerdotal [Êxodo 19:5,6], isto é, de que Deus estava restaurando povo judeu ao seu plano original, uma teocracia regida do Templo de Jerusalém, pois do santuário que saiam as leis para governar a vida dos judeus [Ml. 2:7. Porque os lábios dos sacerdotes devem guardar o conhecimento, e da sua boca os homens devem buscar a Lei porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos]; nós entenderemos que será preciso ajustar a data do início do cativeiro (586 a. C.) com o término da construção do Templo (516 a. C.), o que dá precisamente os 70 anos do cativeiro babilônico. Vemos a “precisão cirúrgica” da profecia bíblica; pois Jeremias 25:11, 29:10 e Daniel 9:2 referem-se ao Templo de Jerusalém reconstruído e o culto mosaico restabelecido, o qual governaria o povo judeu com suas Leis e estatutos. Mas a revelação de Daniel 9:24-27 vai mais além ainda; pois o anjo Gabriel descreveu um tempo posterior à reconstrução do Templo e da cidade de Jerusalém. A profecia trata também do nascimento de Jesus Cristo, da sua morte expiatória, da sua ressurreição, do Evangelho sendo anunciado às nações e da destruição de Jerusalém no ano 70 d. C. pelas forças do general Tito Flávio Vespasiano.

ANÁLISE DO VERSÍCULO 24 - Daniel 9:24. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos

O que confunde muita gente quando lê este versículo bíblico é o fato de pensar em semana como 7 e não apenas como um período de tempo, ou seja, as 70 semanas devem ser pensadas como 70 anos e não como 70×7 (490 anos?); porque, de imediato, o anjo se refere aos 70 anos do cativeiro babilônico conforme o que Daniel entende da Escritura do profeta Jeremias (Dn. 9:2), mas também a profecia destaca o que aconteceria muito tempo mais tarde; é só observar o contexto dos versos seguintes (25,26,27). Então as 70 semanas são também uma referência ao período do início da era cristã, isto é, do nascimento de Jesus Cristo até a segunda queda de Jerusalém; pois tudo o que o anjo falou a Daniel aconteceu nesse período de 70 anos d.C.. Vejam:

1. 70 semanas estão determinadas sobre o teu povo e a tua santa cidade – O anjo destaca que tudo que ele revelaria a Daniel ocorreria dentro de 70 anos.

2. Para fazer cessar a transgressão - Em seus anos de ministério, Cristo confrontou os falsos mestres: fariseus, saduceus e escribas, e os expôs à verdade da Lei e dos profetas; Jesus mostrou ao povo que tanto uns como os outros eram hipócritas, pois diziam, mas não praticavam a Lei de Moisés (ver: Mt. 23).

3. Para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade - Jesus em sua morte vicária assumiu e levou sobre si os nossos pecados e o seu sacrifício expiatório nos religou a Deus (ver: 2 Cor. 5:19). 

4. Para trazer justiça eterna - Como está escrito em Romanos 4:25, Jesus foi entregue por nossos pecados, e ressuscitou para nossa justificação.

5.Para selar a visão e a profecia – Em Mateus 5:17, Jesus afirmou: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir”; e em Lucas 24:44, Ele confirmou: “São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos”.

6. E para ungir o Santo dos Santos - Na Carta aos Hebreus, o autor escreveu: 11. Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros; por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, 12. Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção... 23. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. 24. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus [Hebreus 9:11,12,23,24].

Não há o que questionar; a revelação de Gabriel a Daniel diz respeito à primeira vinda de Jesus Cristo, o seu ministério, a sua morte, a sua ressurreição e a sua ascensão aos Céus para purificação do Santuário Celestial, no qual foi para nos preparar um lugar nas muitas moradas do Pai, como está escrito em João 14:2,3 – “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. 3. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”.

ANÁLISE DO VERSÍCULO 25 - Dn. 9:25. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

VAMOS POR PARTES:

1. Desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar Jerusalém - Aqui temos que recorrer ao Livro de Neemias capítulo 2 dos versículos 1 ao 9, que é quando Artaxerxes permite a Neemias partir para Jerusalém e reedificá-la; esta autorização se deu no vigésimo ano de Artaxerxes, isto é, no ano 445 a. C.

2. Até ao Messias (Ungido), o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas - Muito bem, aqui temos um número de anos que, diferentemente das 70 semanas do versículo 24, deverão ser multiplicados por sete; pois lá no versículo 24 a revelação das 70 semanas do futuro de Jerusalém se associa aos 70 anos do cativeiro babilônico, contudo no versículo 25 a profecia descreve os eventos a partir da ordem dada de Artaxerxes a Neemias, para a restauração e edificação de Jerusalém; é por isso que, neste caso, precisamos recorrer à multiplicação dos anos pelo número 7.

Então vejamos: 7×7=49 anos; e: 62×7=434 anos; e: 434+49=483 anos. Muito bem; a ordem para edificar Jerusalém saiu no ano 445 a. C., agora é só subtrair: 483-445=38 anos; ou seja, o Ungido, o Messias, o Cristo nasceria, viveria e consumaria sua obra redentora em 38 anos...

Nós sabemos que Jesus foi crucificado no ano 33 da era cristã, mas também sabemos que a era cristã tem uma defasagem de cerca de 5 anos; então Cristo não morreu com 33 anos, mas com cerca de 38 anos, portanto a revelação do anjo Gabriel está perfeitamente correta.

3. As ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos - Nesta parte da profecia o anjo volta no tempo, para dar os detalhes do que aconteceria na reconstrução de Jerusalém; nós podemos constatar os “tempos angustiosos” da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém, quando estudamos o que está escrito em Esdras capítulos 4 e 5, e em Neemias capítulo 4.

ANÁLISE DO VERSO 26Dn. 9:26. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.

1. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará (ARA) – Ou seja, o texto não está dizendo que a morte do Ungido ocorreria nas 62 semanas (434 anos), mas diz que “depois das 62 semanas” ele seria morto, isto é, depois que elas passassem, o Ungido viria e consumaria com sua morte, a sua obra redentora. 

2. “E o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o Santuário, e o seu fim será um dilúvio, e até o fim haverá guerra; desolações são determinadas” – Aqui o anjo narra a destruição de Jerusalém pelo general Tito Flávio Vespasiano e pelo exército romano, a qual ocorreu no ano 70 d. C..

ANÁLISE DO VERSÍCULO 27 Dn. 9:27. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.

1.Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares” – O início do versículo 27, muitos interpretam que se trata do príncipe que destruiu Jerusalém, ou de algum outro príncipe que num tempo futuro; porém o versículo 26 – parte “b” – se refere ao "povo do príncipe que há de vir", e não ao príncipe, por isso no fim do verso os tradutores puseram sabiamente um ponto final; portanto o início do versículo 27 não se refere ao General Tito ou ao anticristo, mas ao próprio Jesus Cristo, o qual com sua morte na cruz firmou uma aliança com muitos povos por uma semana (Atos 1:8 e 2:5-11,36-39), isto é, nos primeiros 70 anos da era cristã, e na metade da semana, aos 38 anos de idade, Jesus Cristo tornou nulos os sacrifícios do Templo, porque nEle o sacrifício de animais perderam sua validade, visto eram apenas sombras: “Porque tendo a lei tem a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem” - Hebreus 10:1; “porque o Corpo é o de Cristo” [Cl. 2:17].

Obs:- Pode-se entender que o texto se refere ao ministério de Cristo de cerca de três anos e meio, isto dá a metade de sete anos (numa “semana de anos”), e também aos 70 anos d.C.; pois tanto em um como no outro período de tempo, Deus fez cessar a transgressão, deu fim aos pecados, expiou a iniquidade, trouxe a justiça eterna, selou a visão e a profecia e ungiu o Santo dos Santos [Dn. 9:24], ou seja, o texto inicial do versículo 27 pode referir-se a 7 anos e também aos primeiros 70 anos do Século I.

2. E sobre a asa das abominações – O símbolo de Roma e seus exércitos era uma águia com suas asas abertas; Roma era famosa por sua imoralidade sexual e por sua idolatria, ou seja, duas coisas abomináveis para Deus. 

3. Virá o assolador, até que a destruição que está determinada, se derrame sobre ele – Roma permaneceu soberana até a sua queda no ano 476 d. C., quando sucumbiu diante da invasão dos povos bárbaros ostrogodos e visigodos, os povos germânicos da Escandinávia e da Península Ibérica. 

CONCLUSÃO.

Mateus 24:3. E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

O capítulo 24 de Mateus, 13 de Marcos e 21 de Lucas tratam do Sermão Profético de Cristo. Em Mt 24:34, Mc 13:30 e Lc 21:32, todos têm a mesma frase: "Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça". É claro que o Sermão Profético trata de vários eventos que se desenrolam ao longo de vários anos; porém a geração que veria a "abominação da desolação" predita por Daniel (Mt 24:15; Mc 13:14; Lc 21:20) claramente se entende que seria a contemporânea de Jesus Cristo. Mas é Lucas 21:20 que traduz o que Mateus e Marcos registraram da fala de Jesus: "Quem lê entenda"! Lucas interpreta assim: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação" – Lc. 21:20. Então o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel (Dn 9:27; 11:31; 12:11) é a invasão das legiões romanas em Jerusalém no ano 70 d.C.

VEJAM A HISTÓRIA:

Caio Céstio Galo, governador da província romana da Síria, marchou em 67 d.C. (3 anos antes da destruição de Jerusalém) com uma força de 28 mil homens para restabelecer o controle romano na Judeia. Galo chegou às muralhas externas de Jerusalém em novembro, com o inverno prestes a começar e com os rebeldes determinados a resistir à poderosa Roma. Após um cerco superficial de cinco dias, Galo inexplicavelmente ordenou que suas tropas se retirassem. No vale de Beth-Horon, a coluna do general Galo foi rendida e quase totalmente dizimada pelos rebeldes. (Note o aviso de Cristo em Lucas 21:20; os crentes perceberam que este sinal era para que deixassem Jerusalém). Em Roma, o imperador Nero nomeou o tenente-general Vespasiano, futuro imperador, para liderar uma força-tarefa para pôr fim à revolta judaica. Foram reunidos cerca de 60.000 soldados: três legiões, 23 coortes, 6 divisões de cavalos além de tropas auxiliares de reis amigos. Vespasiano deixou Antioquia em junho de 67 d.C. para se juntar aos seus soldados. Enquanto Vespasiano conquistava mais partes do país, uma guerra entre facções judias rebeldes eclodiu em Jerusalém. Com a notícia da morte de Nero, ocorrida em junho de 68 d.C., Vespasiano suspendeu temporariamente as operações militares por um ano. Durante o tempo do cessar-fogo, os rebeldes ficaram envolvidos em lutas internas. Em maio/junho de 69 d.C., Vespasiano interveio e conquistou o restante da província, exceto Jerusalém e três fortalezas: Massada, Macharus e Herodion. Em 1 de julho de 69 d.C., as legiões egípcias aclamaram Vespasiano imperador. Ele foi para Alexandria e ficou lá até o início do verão de 70 para aguardar a evolução política em Roma. Enquanto isso, seu filho Tito continuou a campanha na Judéia. Tito atacou o ponto mais fraco da fortificação de Jerusalém: a chamada Terceira Muralha, a oeste da cidade. A cidade foi saqueada e o Segundo Templo, destruído. Para os romanos, não era um edifício religioso, mas uma fortaleza inimiga e, como tal, foi incendiada e arrasada. A maioria dos habitantes de Jerusalém foi assassinada, escravizada ou deportada para trabalhar na mina. Tito e seus soldados celebraram a vitória em seu retorno a Roma exibindo, no desfile do triunfo, a Menorá e a Mesa dos Pães da Presença Divina. Até então, esses objetos só haviam sido vistos pelo sumo sacerdote do Templo – uma “abominação no lugar Santo” seria a entrada de incircuncisos dentro do Templo. Este evento foi eternizado no Arco de Tito, em Roma. A destruição do primeiro e do segundo Templo de Salomão é rememorada, anualmente, no jejum judeu Tisha B’Av.

Obs:- Do início da campanha romana para sufocar a rebelião judaica, até o início do cerco a Jerusalém, 3 anos, o cerco do Gen. Tito à cidade durou 6 meses, ou seja, três anos e meio.

6. E ele disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando será o fim destas maravilhas? 7. E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo, e quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas. [Daniel 12:6,7]. 

Obs: Em Colossenses 1:23 Paulo afirma à igreja de Colossos que o Evangelho já havia sido anunciado a toda criatura debaixo do céu [a Carta aos Colossenses foi escrita por volta do ano 60 d. C.]; e em Romanos 1:16 o apóstolo diz que o Evangelho é o poder de Deus; então, antes da destruição de Jerusalém no ano 70, o poder do povo santo foi espalhado por toda Terra.

Ev. Levi.