MANANCIAL

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"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

domingo, 21 de maio de 2023

ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS [Hb. 6:1].

ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS. 

Baseado no sermão: Arrependimento é deixar o pecado; do Ev. Dwight Lyman Moody - 05/Fev/1837 – 22/Dez/1899.

 Preâmbulo.

 Tanto a igreja evangélica ocidental quanto o mundo sem Deus necessitam de um genuíno arrependimento de obras mortas, e isto precisa acontecer antes que algum bem possa ser feito na Terra [2 Cr. 7:13,14]. O baixo padrão de vida dos cristãos mantém muita gente cativa nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo que se chama pelo Nome de Cristo não vive uma vida piedosa no temor do Senhor, isto é, mantêm um conduta semelhante aos de fora da igreja, não se pode esperar que pecadores se arrependam e se convertam de seu mau caminho. Nós crentes devemos nos arrepender diariamente, pois que conhecemos a Cristo, e que Ele é Santo, e que na nossa carne não habita bem algum [Rm. 7:18]; portanto, devemos vigiar sobre qualquer passo dado neste presente século, visto que levamos o Seu nome diante de crentes e incrédulos [1 Cor. 10:32]. Por isso, o tema: “arrependimento”; não se trata apenas de uma ordenança do Senhor àqueles que estão fora do Corpo de Cristo, mas também de uma doutrina que deve ter primazia entre os Cristãos, pois há muitos crentes “coxeando entre dois pensamentos” [1 Reis 18:21]. Cristo, porém, afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores” [Mt. 6:24]; pois quem vive indeciso entre Jesus e o mundo não alcançará nada de Deus [Tg. 1:7,8], senão somente o juízo; também o autor da Carta aos Hebreus nos exorta: “Fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie, mas seja sarado” [Hb. 12:13]. E sendo assim, pregar arrependimento serve tanto para os cristãos como para os perdidos, tanto para aquele que está firme na fé, como para quem manqueja nela, pois conhecer a Cristo como seu salvador e redentor (quem resgata ou liberta alguém da pena de um crime ou de uma dívida, por meio do pagamento compensatório exigido) é o dever de todos.

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OS CINCO ESTÁGIOS DO ARREPENDIMENTO:

1. Convicção.           

2. Contrição.

3. Confissão de pecado.

4. Conversão.

5. Confissão de Cristo diante do mundo.

1. CONVICÇÃO. Se alguém não está convicto de que é um pecador e que não pode confiar na sua carne [Fl. 3:3,4] é um sinal de que ainda não se arrependeu de verdade; pois se ele pensa que não era tão mal antes de ingressar no Corpo de Cristo é porque está resistindo ao Espírito Santo [At. 7:51]. Uma convicção superficial de pecados fará com que crentes professos voltem às práticas de suas velhas vidas [Gl. 5:19-21]. E nestes últimos anos, muitos pregadores cristãos estão aparentemente mais ansiosos por uma profunda e verdadeira obra de Deus entre os membros de igrejas, do que alcançar um grande número de almas perdidas para o Reino do Céu. Porque se alguém confessa ser convertido, mas não reconhece a atrocidade de seus pecados, provavelmente se transformará num ouvinte endurecido [Tg. 1:22], e este não irá muito longe pelo caminho de Deus, pois no primeiro sopro de oposição, na primeira onda de perseguição ou quando os escarnecedores ridicularizarem a sua fé no Evangelho; ele voltará para os braços do mundo. É um erro lamentável tantas pessoas ingressarem nas igrejas sem nunca ter experimentado a verdadeira convicção de pecados; por causa de pregações vazias do Evangelho de Cristo, mas cheias de barulho, de persuasão humana e materialista, o pecado no coração do homem é tão sombrio hoje quanto o foi em qualquer outra época, e, às vezes, mais tenebroso ainda. Porque quanto maior for “a luz” [o acesso e as facilidades da informação] em que uma pessoa está vivendo, maior será diante de Deus sua responsabilidade, e, por conseguinte, maior a sua necessidade de profunda convicção do pecado [Lc.12:48]. Se não alcançarmos uma convicção de pecados que nos faça cair de joelhos aos pés de Deus, que nos faça completamente humilhados perante Ele ao ponto de termos perdido toda esperança em nós mesmos, não podemos encontrar o Salvador Jesus. “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os doentes” [Mt. 9:12].

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Há três elementos que nos levam à verdadeira convicção: (a) A Consciência; (b) A Palavra de Deus; (c) O Espírito Santo. E todos os três são usados por Deus. 

(a). A CONSCIÊNCIA. Muito antes de existir a Palavra de Deus escrita, o Senhor tratava com o homem através da consciência. Foi por isto que Adão e Eva se esconderam da presença de Deus, entre as árvores do Jardim do Éden; e foi também a consciência quem acusou o pecado dos irmãos de José quando disseram: "Na verdade, somos culpados, acerca do nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não o acudimos, por isso vem sobre nós esta angústia" [Gn. 42:21] - (lembremo-nos, que mais de vinte anos se passaram depois que eles o venderam como cativo).

É a consciência do bem e do mal – do que é certo e do que é errado – que devemos usar com nossos filhos para inculcar-lhes o temor do Senhor, e isto antes deles atingirem a idade de poder entender a Palavra de Deus. E é a consciência que acusa ou inocenta o ímpio [Rm. 2:15]. A consciência é uma faculdade divinamente implantada no homem, que pede a ele que faça o que é certo e que o acusa quando fizer o que é errado; ela nasceu quando Adão e Eva comeram do fruto proibido, pois foi quando seus “olhos se abriram” que eles conheceram o bem e o mal.

A consciência julgará os nossos pensamentos, palavras, e ações, mesmo contra nossa vontade, quer seja aprovando as ações ou condenando-as, isto de acordo com a sua avaliação de certo ou errado. Ninguém pode violar sua consciência sem sentir a sua condenação. Porém, a consciência não é um guia seguro, porque ela só dirá que uma coisa é errada depois de você a praticar. Portanto, ela precisa ser iluminada por Deus porque faz parte de nossa natureza caída [Pv. 20:27; Rm. 8:16 e 1 Ts. 5:19]. E muitas pessoas fazem o que é errado sem serem condenadas pela consciência, não porque ela não está agindo, mas porque foi sufocada por um tempo, contudo, mais cedo ou mais tarde ela gritará! Vejam o que o apóstolo Paulo disse: "Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o Nome de Jesus, o Nazareno" [At. 26:9]. Mas mesmo praticando o mal como se fosse o certo a fazer, no íntimo, Paulo sentia as agulhadas da sua consciência [At. 26:14]. Portanto, a própria consciência precisa ser educada por Deus; pois assim como um relógio despertador que acorda um sonolento, mas que com o tempo o dorminhoco se acostuma com seu alarme e o relógio perde o seu efeito, da mesma forma a consciência também pode ser ignorada.

Obs:- A humanidade vem se sobrecarregando continuamente de tantas “cargas mundanas” para fazer silenciar a voz de suas consciências, que acabam induzidas a considerar o errado como certo, e o certo como errado. Creio que se as pessoas deixassem de sufocar suas consciências com bebidas alcoólicas, gritaria, músicas barulhentas, sensualidade, pornografia, escárnio, drogas, com a cobiça e com o consumismo dos bens mundanos, elas, ou se converteriam a Deus ou cometeriam suicídio. Creio que é um erro não dirigirmos mais pregações voltadas para a consciência humana... Contudo, no devido tempo, a consciência foi suplantada pela Lei de Deus [Rm. 7:9 e 1 Cor. 13:11], e a Lei, no seu tempo exato se cumpriu em Cristo [Rm. 7:23-25 e Hb. 9:6-11].

(b). A PALAVRA DE DEUS. Neste país cristão, onde muitas pessoas têm Bíblias, a Escritura Sagrada é o meio que Deus usa para produzir a convicção de pecado nos corações humanos. A Bíblia nos diz o que é certo e o que é errado antes de cometermos o pecado [Rm. 15:4 e 1 Cor. 10:6-12], e assim, o que precisamos é conhecê-la para tomar posse de seus ensinos, mas sob a direção do Espírito Santo; pois a luz da nossa  consciência comparada à Bíblia será como uma vela comparada ao sol.

Vejamos agora como a Palavra de Deus convenceu aquela multidão de judeus no dia de Pentecostes; pois Lucas escreveu que, cheio do Espírito Santo, Pedro pregou as Escrituras começando no Livro de Joel [cap. 2], passou pelo o Livro dos Salmos [cap. 16], e intercalou os textos que expôs com o testemunho da morte e ressurreição de Cristo; e assim concluiu dizendo: "Saiba, pois, com certeza toda casa de Israel que, a este Jesus, que vós crucificastes; Deus o fez Senhor e Cristo". "E ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos nós, irmãos?" [At. 2:36,37].

(c). O ESPÍRITO SANTO. Em terceiro lugar, enfim, o Espírito Santo convence o homem do pecado, da justiça e do juízo [João 16:8]. As mais poderosas reuniões da igreja são aquelas em que há uma espécie de quietude sobre os ouvintes, pois é quando o poder invisível do Espírito de Deus se apodera das consciências.

Isaías tem uma visão; ele vê o Senhor assentado num alto e sublime trono, vê a orla do seu manto encher o Templo; vê os serafins voando por cima dEle, e vê que esses “seres ardentes” possuem seis asas, e que com duas delas “cobriam seus pés” [Ecl. 5:1], e com duas, em sinal de reverência, cobriam seus rostos [Sl. 89:7], e com duas voavam [Sl. 104:4]; eles clamavam uns aos outros: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos, toda a Terra está cheia da sua glória! E a soleira e os batentes das portas se moveram à voz dos que clamavam, e a Casa se encheu da fumaça: da nuvem da glória do Senhor – “Deus entrou em Sua Casa”.  _ Um senso de reverência veio sobre Isaías, e naquela mesma hora sentiu a convicção de seus pecados e disse: “Ai de mim que vou perecendo, pois sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o Senhor dos Exércitos” [Isaías 6:1-5].

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2. CONTRIÇÃO. O próximo degrau para o arrependimento é a contrição, que é um profundo sentimento de tristeza, mas segundo Deus [2 Cor. 7:9,10], e de humilhação no coração por causa do pecado. Se não houver verdadeira contrição será porque o não houve uma real convicção de pecado (1º degrau), e aí voltaremos direto para o velho homem; este é um problema recorrente de muitos cristãos. Uma filha pode ofender sua mãe, e porque a sua consciência lhe perturba, então ela pede perdão, mas se não houve uma contrição, um pesar de culpa por tê-la ofendido e quebrado um princípio bíblico [Êx. 20:12], depois de algum tempo poderá repetir o mesmo ato impulsivo.

Deus quer de nós é a CONTRIÇÃO (profunda tristeza acompanhada de arrependimento em consequência da quebra da lei de Deus; um sentimento de culpa por ofensas praticadas contra Deus ou contra o próximo. Ver: Is. 59:12 e Mt. 22:37-40), e se não houver contrição, não haverá arrependimento completo; pois: "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido" [Sl. 34:18]; e: "Coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus" [Sl. 51:17b].

Muitos pecadores sofrem por seus pecados e lamentam por sua situação, porque não suportam mais continuar pecando; contudo, não se arrependem com seus corações quebrantados, porque a humanidade não sabe como se arrepender de verdade; o sentimento de miséria que brota no coração de um homem sem Deus, se não for direcionado para a fé em Jesus Cristo, isto é, se ele não foi convencido do seu pecado pela ação Espírito Santo, seu pesar de coração se transforma em remorso; nós bem sabemos o fim da história de Judas depois de se arrepender por ter traído ao Senhor Jesus.

Quebrantado – segundo a Bíblia – é sinônimo de enfraquecer, de adoecer; ou seja, um coração quebrantado é um coração enfraquecido, adoecido, e Jesus expõe esta questão, dizendo que todos os pensamentos e desejos provêm do coração, da alma humana [Mt. 15:18,19]; então, esse coração pecador precisa ser “enfraquecido”, isto é, precisa perder a vontade de pecar; o pecador necessita reconhecer que está “doente” na alma para se arrepender de verdade, e só então estará pronto para procurar a ajuda de Jesus Cristo [Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” – Marcos 2:17].

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3. CONFISSÃO DE PECADO. Se tivermos convicção e verdadeira contrição, elas nos levarão a confessarmos nossos pecados. A maior parte dos problemas da vida cristã resulta da não confissão dos pecados. Temos a tendência de esconder nossos pecados debaixo de aparências de santidade; os fariseus do tempo de Cristo faziam isto religiosamente e se orgulhavam disso [ver o cap. de Mt. 23]. Não havia confissão neles nem diante de Deus [ver Lc. 18:9-12 – o fariseu e o publicano orando no Templo]. Alguém já disse: "Pecados não confessados são como uma bala alojada no corpo". Se você não tiver domínio sobre a carne, talvez seja porque há algum pecado que precisa ser confessado, tem alguma coisa em sua vida que necessita ser removida, como uma bala alojada que precisa ser extraída do corpo, para que a ferida fique limpa e cicatrize. Não importa quantos salmos e hinos você cante, ou às quantas reuniões da igreja você compareça, ou o quanto você ora e lê a sua Bíblia, nada disso expulsará esse tipo de problema.

O pecado deve ser confessado, mas se o meu orgulho me impede de confessá-lo, não devo esperar a misericórdia de Deus e nem respostas às minhas orações, porque “Deus não ouve a pecadores” [João 9:31]. Mas que fique bem claro que ter domínio próprio não exclui a possibilidade de pecar, pois ainda vivemos no mundo, porém pecar para um crente não é regra, mas exceção, um “acidente no percurso desta vida”; um crente fiel não vive pecando, porque a semente de Deus está nele, por isso não pode pecar, porque nasceu de Deus [1 João 3:9].

A Bíblia diz: "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará" [Pv 28:13]. Pode ser um pastor, um sacerdote, ou um rei no trono; não importa quem quer que seja; a humanidade vem tentando fazê-lo há seis mil anos, mas como Adão tentou e falhou [Gn. 3:8], e como Moisés também tentou – quando enterrou na areia o egípcio que matou – e falhou [Êx. 2:11-14].

"Sabei que o vosso pecado vos há de achar" [Nm. 32:26b].

“A sua obra cairá sobre a sua cabeça” [Sl. 7:16a].

Se o pecado não for coberto e apagado pelo sangue de Jesus, por mais que tentemos escondê-lo, um dia ele tornará a aparecer e reclamará o senhorio de nossa vida. Se ninguém nunca conseguiu fazer isso em seis mil anos é melhor nós desistirmos de tentar; pois só se é livre do pecado, se o Filho nos libertar [João 8:36].

Três tipos de confissão – Todo pecado é contra Deus [1 João 5:17], e a Ele deve ser confessado, todavia há três maneiras de confessá-los; pois há pecados que eu não preciso confessar a ninguém no mundo, senão a Deus, porque se o meu pecado foi somente contra Deus, devo confessá-lo sozinho no meu quarto (não preciso dizê-lo no ouvido de nenhum mortal).

O filho pródigo - arrependido de sua miséria - confessou: "Pai, pequei contra o céu e diante de Ti" [Lc. 15:18]... E Davi também – depois de ser confrontado por Natã [2 Sm. 12:1-13] - confessou: "Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos" [Sl. 51:4a] (Obs:- Porém, lendo o que Davi escreveu no Salmo 51:4, alguém poderá dizer: “Mas Davi não pecou ‘somente contra Deus’, pecou também contra Urias”; sim é claro que Davi pecou contra o marido de Bate-Seba, mas Urias já estava morto [2 Sm. 11:17] e Davi não podia mais pedir seu perdão, senão somente o de Deus – ler: 2 Sm. 12:1-13). Agora, se eu pecar contra uma pessoa, mesmo que ela não saiba que a prejudiquei, eu deverei confessar o meu pecado não somente a Deus, mas também a quem prejudiquei. E se o meu orgulho me impedir de confessar a quem prejudiquei, não tenho o direito de me dirigir a Deus; posso orar, posso chorar, mas isso não adiantará nada, porque estou devendo àquela pessoa minha confissão; só depois de “pagar o que devo”, Deus me ouvirá e aceitará a minha oferta, e então verei com que rapidez o Senhor me aceitará e me enviará a Sua paz. "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta". [Mt 5:23,24]. Este é o caminho bíblico e não há outro.

1 João 1:7. Mas, se andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.

Há outra classe de pecados que devem ser confessados em público. Suponhamos que fui publicamente conhecido como um blasfemador, um alcoólatra ou um depravado. Se me arrependo de meus pecados, devo ao público uma confissão direta dos meus erros. A confissão deve ser tão pública quanto foi a minha transgressão. Muitas vezes uma pessoa dirá algo maldoso a respeito de outra na presença de terceiros, e então tentará apaziguar isso indo somente àquele que prejudicou. Não! A confissão deverá ser feita de forma que todos os que ouviram a transgressão, também possam ouvir a confissão. Somos bons em ver o pecado de outras pessoas, mas se experimentarmos um verdadeiro arrependimento, nós ficaremos mais que ocupados cuidando dos nossos próprios pecados; pois quando alguém dá uma boa olhada no “espelho de Deus”, não encontrará ali as faltas dos outros, mas somente as suas; e há coisas demais a ver em si mesmo quando estamos na presença de Deus [Is. 6:1-5]; com uma trave nos olhos é impossível enxergar direito para tirar o cisco no olho do irmão [Mt. 7:3-5].

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" – 1 João 1:9.

“Obrigado Senhor pelo teu Evangelho”! Crentes, se há algum pecado em suas vidas, hoje mesmo resolvam confessá-lo e sejam perdoados. Não deixem nenhuma incerteza entre vocês e Deus. “Garantam o seu título para a mansão que Cristo foi preparar para nós”.

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4. CONVERSÃO. A confissão leva à verdadeira conversão, e não pode haver uma verdadeira conversão até que se tenha passado por estes três estágios: 1º. Convicção, 2º. Contrição e 3º. Confissão de pecados.

Dizemos que uma pessoa é "convertida" quando “nasce de novo”, mas conversão tem também outro significado na Bíblia. O apóstolo Pedro disse: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos..." [At. 3:19a]. Existe uma versão [NVI] que traduz assim: "Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus...". E Paulo disse que não foi desobediente à visão celestial, mas começou a pregar a judeus e gentios para que se arrependessem e se voltassem para Deus.

Certo teólogo de outra época disse: “Todos nós nascemos de costas para Deus; o arrependimento é uma mudança de trajetória é uma volta de cento e oitenta graus. Se o pecado é afastar-se de Deus, a conversão é voltar-se para Ele; pois como alguém já disse: “Pecado é a aversão a Deus e a conversão para o mundo”; então, o verdadeiro arrependimento é a conversão para Deus e a aversão ao mundo. Quando há verdadeira contrição, o coração está entristecido por causa do pecado; e quando há verdadeira conversão, o coração fica liberto do pecado. Aí, então, deixamos a velha vida, e somos “tirados da potestade das trevas e transportados para o reino do Filho do Seu amor” [Cl. 1:13]; e isto é maravilhoso! Portanto, se no nosso arrependimento não houver essa conversão, essa volta a Deus com o coração consciente de que infringimos a Sua Lei, e que a nossa alma está doente e precisa de ajuda, e que somente Ele pode nos livrar dos nossos pecados, o nosso arrependimento não vale muito, na verdade não nos vale de nada. Se alguém continua no pecado e amando o que desagrada a Deus, a sua profissão de fé é inútil; confessá-lo como Senhor, mas sem obedecê-lo [Lc. 6:46] é possuir uma fé morta [Tg. 2:26].

Salomão orou: “Quando os céus se fecharem, e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem teu Nome, e se converterem dos seus pecados, quando Tu os afligires, Então, ouve Tu desde os céus, e perdoa o pecado dos teus servos, e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho, em que andem; e dá chuva sobre a tua terra, que deste ao teu povo em herança” [2 Cr. 6:26,27]...

.... E o Senhor respondeu: "Se o meu povo, que se chama pelo meu Nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" [2 Cr 7:14].

Vejam que a oração e a confissão não seriam de proveito nenhum se o povo continuasse em pecado. Vamos prestar mais atenção ao chamado de Deus; vamos nos despojar do velho homem e nos revestir do Novo [Ef. 4:22,23], abandonemos a vã maneira de viver que por tradição recebemos dos nossos pais [1 Pe. 1:18]. Voltemos ao Senhor, e Ele terá misericórdia de nós, voltemos ao nosso Deus, porque Ele nos perdoará, pois é abundantemente misericordioso [Sl. 119:156].

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5. A CONFISSÃO DE CRISTO AO MUNDO. Se você é convertido, o próximo passo é confessar isso abertamente. Leiamos isto:

"Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" [Rm 10:9, 10].

A confissão de Cristo é o clímax da obra do arrependimento; porém, a confissão de Cristo ao mundo só se dará, verdadeiramente, depois de passarmos pelos quatro estágios do arrependimento, os quais são: 1º. Convicção (eu reconheço que sou um pecador diante de Deus), 2º. Contrição (eu reconheço que estou doente e preciso da ajuda divina), 3º. Confissão de pecado (eu reconheço que preciso reparar meu erro, seja com Deus ou com os homens) e 4º. Conversão (eu reconheço que só posso voltar ao Pai por meio do Seu Filho Jesus). Então, a confissão de Cristo de agora em diante será um dever de cada cristão renascido da água da Palavra de Deus e do Espírito Santo (Deus é Espírito e seus adoradores o adoram em espírito e em verdade) [João 3:5,6 e 4:24]; todos nós cristãos devemos isto a Cristo, ao mundo, aos nossos semelhantes e a nós mesmos [Rm. 13:8]. O nosso Senhor Jesus morreu para nos redimir de todo pecado e de toda injustiça; porventura poderíamos estar envergonhados ou com medo de confessá-Lo? Uma religião abstrata, isto é, não vivida e nem praticada e tida como uma doutrina fora da realidade; será inútil para este mundo perdido e sem serventia para Deus. Mas o testemunho de uma experiência pessoal vivida com Deus, sempre terá peso nesta Terra e no Céu.

----------------------------------------------------------------------------------------------------CONCLUSÃO.

Irmãos em Cristo, eu creio que todos os crentes se cansariam do cristianismo medíocre que têm vivido se, quando na presença de Deus, se pusessem no seu devido lugar, tal como está escrito em Ecl. 5:1 (Guarda o teu pé, quando entrares na presença de Deus...); mas nós, quando nos chegamos a Deus, ao invés de pedir “coisinhas” egoístas, vaidades mesquinhas, frutos de filhos mimados que somos; deveríamos entender que um servo não trabalha visando seus próprios interesses, mas labuta pelos do seu Senhor. Neemias 8:10; lembram-se? [“A alegria do Senhor é a nossa força!”]. Então vamos nos entregar cem por cento por Cristo e para Cristo; vamos fazer valer cada gota de sangue que Ele verteu por nós desde o Getsêmani até o Calvário. Não vamos dar um som inseguro; “Porque se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” [1 Cor. 14:8]. Mas se o mundo quer nos chamar de tolos, que o faça; é apenas por um pouco de tempo, pois o dia da coroação está chegando...

“Graças a Deus pelo Seu dom inefável”! [2 Cor. 9:15]. Graças a Deus pelo privilégio que temos de confessar ao mundo que Jesus Cristo é o nosso Senhor! Amém!

 Ev. Levi.

sábado, 15 de abril de 2023

A HISTÓRIA DO NASCIMENTO DE JESUS ATÉ SEUS DOZE ANOS DE IDADE.

A HISTÓRIA DO NASCIMENTO DE JESUS ATÉ SEUS DOZE ANOS DE IDADE.

Vimos que os Evangelhos de Mateus e de Lucas possuem nos seus capítulos iniciais, detalhes que se complementam para nos dar um panorama da história antes e depois do nascimento de Jesus; e assim sendo, quero reuni-los para compor uma só narrativa dos fatos que sucederam a José, Maria e Jesus.

A HISTÓRIA DO NASCIMENTO DE JESUS.

Maria (Mariam – rebelião), uma jovem da cidade de Nazaré [Lc. 1:26,27], por volta dos seus 16 anos de idade*, da descendência do rei Davi (David – amado) pela casa de seu filho Natã (Nathan – doador) [Lc. 3:23-31]; foi desposada – conforme o costume da época sem se ajuntar ao seu marido por cerca de 12 meses – por José (Yosef – o Senhor acrescenta), que talvez fosse entre 10 ou 20 anos mais velho que ela, e também da descendência do rei Davi, mas pela casa paterna de Salomão [Mt. 1:6-16].

*Acredita-se que Maria tinha cerca de cinquenta anos quando Jesus foi crucificado, e sendo que Cristo viveu neste mundo por mais ou menos trinta e três anos (aos trinta anos iniciou seu ministério, o qual durou três anos); então (50-33=17 anos), Maria devia ter cerca de dezessete anos quando Jesus nasceu.

Seis meses após o Anjo Gabriel ter anunciado o nascimento de um filho (João Batista) ao sacerdote Zacarias; a jovem Maria também recebe a visita do mesmo anjo Gabriel para dar-lhe as novas do nascimento de Jesus, por obra do Espírito Santo [Lc. 1:26-38].

Naqueles dias Maria foi “apressadamente” à casa de sua prima Isabel, esposa do sacerdote Zacarias [Lc. 1:39,40]; e ficou ali cerca de três meses até que Isabel deu à luz seu filho [Lc. 1:56,68,69,76,78].

Voltando Maria para sua casa, já com três meses de gravidez, José, seu noivo, fica sabendo de seu estado gestacional, daí ele intenta deixá-la secretamente, pois era homem justo, temente a Deus; e projetando como fazer para deixá-la sem causar escândalo, o anjo do Senhor lhe aparece em um sonho e lhe diz tudo que sucedera à sua noiva, então ao acordar José fez conforme o anjo lhe ordenara [Mt. 1:18-21,24,25].

Por causa de um recenseamento decretado pelo governo de Roma, José e Maria saíram de Nazaré, na Galileia, para se alistarem em Belém, na Judeia; pois cada chefe de família deveria alistar-se na sua casa paterna, e no caso de José que descendia de Davi, Belém era sua casa paterna, pois o Rei Davi foi um belemita [Lc. 2:1-5]. E chegando a Belém, cumpriu-se o tempo de Maria dar à luz, mas como não havia vagas na hospedaria, devido ao grande número de pessoas vindas de outras partes para o alistamento, eles ficaram numa estrebaria. E Maria deu à luz seu filho, o primogênito [Lc. 2:6,7].

Nas proximidades de Belém, pastores guardavam seus rebanhos nas vigílias da noite (por isso não era inverno); e o anjo do Senhor lhes aparece, dá as boas novas e os instrui a irem à Belém para verem o Salvador, o qual eles encontrariam envolto em panos e deitado numa manjedoura (suporte de madeira onde o pasto é colocado para os animais comerem, portanto, Jesus nasceu numa estrebaria); e então um coral de multidão de anjos aparece louvando a Deus, e os pastores vão até Belém para encontrar a criança do jeito que o anjo lhes falara [Lc. 2:8-20].  

Depois de passados oito dias, o menino foi circuncidado, e logo após deram-lhe o nome de Jesus (grego: “Iesous”; hebreu: “Yehoshua” – O Senhor é Salvação), conforme a palavra do anjo [Mt. 1:21,25; Lc. 1:31 e 2:21].

Conforme está escrito em Levítico 12:1-4,6-8; quando uma mulher tivesse um menino, ela ficaria por 40 dias sem tocar em nada santo (consagrado) e sem poder se chegar ao santuário (Templo); após esse período de purificação, ela traria uma oferta: um cordeiro de um ano para holocausto para resgate do primogênito – ou um pombinho, conforme as suas posses – e um pombinho para oferta pelo pecado (para a purificação da mulher).

Êxodo 34:19,20. (19). Tudo o que abre a madre meu é, até todo o teu gado, que seja macho, e que abre a madre de vacas e de ovelhas; (20). O burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo o primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.

Números 18:15,16. (15). Tudo que abrir a madre, e toda a carne que trouxerem ao Senhor, tanto de homens como de animais, será teu; porém os primogênitos dos homens resgatarás; também os primogênitos dos animais imundos resgatarás. (16). Os que deles se houverem de resgatar, resgatarás, da idade de um mês, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte geras.

Portanto, cumprindo-se o tempo da purificação pós-parto de Maria; Jesus foi apresentado no Templo para que se cumprisse a ordenança da Lei de Moisés, ou seja, para resgatarem o seu filho primogênito com a oferta de um cordeiro, e a oferta de um pombinho pelo pecado para purificação de Maria; no caso deles, por serem pobres, não ofertaram um cordeiro para o resgate do menino, mas um pombinho também [Lc. 2:22-24].

Obs:- O ato de apresentar crianças na igreja não está errado, pois se trata de agradecimento e de invocação de bênçãos sobre a família e sobre a criança; o que está incorreto é o texto de Lucas 2:22-40 que é usado na ministração, pois Jesus foi apresentado no Templo por causa da exigência da lei Mosaica; o mais correto na cerimônia seria os textos de Mateus 19:13-15, ou de Marcos 10:13-16, ou então, o de Lucas 18:15-17; nestas passagens as pessoas trazem as crianças a Jesus para que Ele as abençoe.

Ainda no Templo, Simeão encontra José e Maria e profetiza a respeito de Jesus e das coisas que haviam de acontecer em Israel, e também a profetiza Ana, depois de ver a criança louva a Deus e fala do menino a todos de Jerusalém que esperavam a redenção [Lc. 2:25-38].

José e Maria retornam à Belém e fixam ali residência; e depois de mais ou menos um ano, vieram uns magos do oriente à Jerusalém, para saber onde estava o rei dos judeus que havia nascido, pois eles viram sua estrela no oriente e queriam adorá-lo. A coisa toda chegou aos ouvidos de Herodes que ficou muito perturbado com a notícia. Então foram reunidos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo (intérpretes da Lei e dos profetas) para que se lhes dessem a resposta; e acharam a resposta no Livro de Miqueias [cap. 5:2], que indicava a cidadela de Belém como a provável. Portanto, os magos foram direcionados para lá, porém Herodes os chamou em secreto e inquiriu deles o momento exato que eles viram a estrela (foi por isso que Herodes mandou matar todas as crianças de Belém e arredores, de dois anos para baixo – Mt. 2:16), e então os despediu [Mt. 2:1-8].

Saindo de Jerusalém, os magos viram a estrela, e ela os guiou pelo caminho até que se deteve sobre o local onde estava o menino. E “entrando na casa” (por isso José, Maria e o menino Jesus, já haviam fixado residência em Belém, pois estavam morando “numa casa”) acharam o menino e sua mãe, e prostrados o adoraram e lhe ofertaram seus presentes: ouro, incenso e mirra – “Ouro para um rei; incenso para Deus; e mirra para um mortal” (Orígenes - Contra Celso 1.60). [Mt. 2:9-11]. Em minha opinião, os presentes significam o caráter da vida de Jesus neste mundo, pois o ouro significa a incorrupção de uma vida sem pecado; já o incenso, a vida de comunhão e louvor a Deus; e a mirra, a cura e prática do bem a todos, pois a mirra é uma planta medicinal.

Depois destas coisas, os magos foram avisados num sonho para que não voltassem à Jerusalém, mas que fossem embora por outro caminho [Mt. 2:12]. E também José, em sonho é avisado pelo anjo do Senhor para fugir para o Egito; José e sua família obedecem e partem de noite e ficam por lá até a morte de Herodes; mas este rei vendo que foi iludido pelos magos, manda matar todas as crianças de Belém e cercanias, de dois anos para baixo, conforme o tempo que ele obteve dos magos concernente à aparição da estrela [Mt. 2:13-16].

Após a morte de Herodes (o grande), que ocorreu no ano 4 a. C. – pois Jesus nasceu mais ou menos 5 a. C. – o anjo do Senhor aparece em sonho a José no Egito, e manda-o retornar para Israel; porém, José sabendo que Arquelau, filho de Herodes reinava na Judeia, ele não quis voltar para Belém; e avisado em sonho, por divina revelação, o anjo do Senhor o manda ir para a Galiléia, para habitar em Nazaré [Mt. 2:19-23 e Lc. 2:39,40].

Todos os anos José, sua esposa e seus filhos (Jesus e seus irmãos – Mt. 13:55-56) subiam à Jerusalém para celebrar a festa da páscoa. E certa vez, quando Jesus já contava com doze anos de idade, retornando seus pais das festividades, o menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais soubessem; tendo passado um dia, eles o procuraram entre os parentes e amigos, mas não o acharam, então decidiram voltar para Jerusalém. E passados três dias foram achá-lo no Templo, no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os, e todos se admiraram da sua inteligência e das respostas que dava. Depois de repreendido por sua mãe, eles voltam para Nazaré; em Nazaré Jesus cresceu – sendo submisso aos seus pais – em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e para com os homens [Lc. 2:41-52].     

QUAL SERIA O MÊS MAIS PROVÁVEL DO NASCIMENTO DE JESUS?

Qual seria, portanto, a data certa para o nascimento de Cristo? O dia é difícil dizer, mas existe uma possibilidade quanto ao mês. Para descobrirmos qual seria, basta fazermos uma análise de três fontes: o Evangelho de Lucas, o calendário judeu e o Livro de I Crônicas 24:10. Lucas dá a informação de que, antes do nascimento de Jesus, houve o nascimento de João Batista. Em Lucas 1:5,23-28 é dito que Isabel ficou grávida quando seu marido, Zacarias retornou do seu serviço no Templo, e que Zacarias era sacerdote da Ordem de Abias [Lc. 1:5]. Mas o que seria isso? Bem! Em I Crônicas 24:7-19 está especificado como Davi dividiu os sacerdotes em 24 turnos de 15 dias cada um. Assim, os turnos cobririam o ano inteiro. O verso 10 diz que Abias ficou com o oitavo turno. Sendo dois turnos por mês e que o calendário judeu começava no mês de “Nisã”, equivalente ao nosso Março/Abril, entende-se que o oitavo turno seria na segunda quinzena de “Tamuz” (Junho/Julho – portanto na primeira quinzena de Julho); então o tempo do anúncio do nascimento de João Batista se deu no período equivalente ao nosso mês de Julho, e o início da gestação de Isabel no mês de “Av” (Julho/Agosto), isto é, para nós na segunda quinzena de Julho. Com nove meses, Isabel deve ter dado a luz no mês de Nisã, que seria Março/Abril. E quanto a Jesus? Lucas 1:26-36 diz que Maria ficou grávida quando Isabel estava no sexto mês de gestação, no mês de Tevet (Dezembro/Janeiro). Logo, Jesus nasceu nove meses depois, no mês de Etanim (Tishrei), equivalente a Setembro/Outubro. Esta, portanto, seria uma hipótese bastante razoável para a época do nascimento de Jesus.

Fonte: https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/quando-historicamente-nasceu-jesus/

MESES DO CALENDÁRIO JUDAICO.


O primeiro mês do calendário judaico é o mês de Nisã (Nisã – Março/Abril), quando se celebra a Páscoa. O ano novo judaico, porém, ocorre em Tishrei (Setembro/Outubro). Diferentemente do Gregoriano, é baseado no movimento lunar, onde a cada lua nova temos um novo mês. Cada ciclo lunar dura aproximadamente 29 dias e 12 horas e os meses judaicos variam entre 29 e 30 dias, como também ocorre no calendário Gregoriano, onde há meses com 28,29,30 e 31 dias. A duração do ano judaico varia entre 353 e 355 dias, ficando geralmente com 354 dias, ou seja, cerca de onze dias a menos. Para compensar esta diferença, de tempos em tempos é acrescido ao calendário judaico um mês inteiro, representado pelo mês de Adar II, que é um mês embolísmico*. É por isso que o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos, pois a diferença dos onze dias forma um mês. É preciso um período de 19 anos para “ajustar” o Ano Lunar e o Ano Solar, para que ambos comecem exatamente ao mesmo tempo, sem defasagem.

Fonte: https://cronologiadabiblia.wordpress.com/2011/01/04/o-calendario-judaico/

*Mês embolísmico (ou embolístico) é aquele mês acrescentado ao ano em calendários lunissolares, mudando-os de doze para treze meses lunares (anos embolísticos). Esta correção, do acréscimo do mês embolístico, é necessária para que os anos fiquem sincronizados com as estações.

Fonte: https://pt.wikipedia.org

Ev. Levi.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

PATERNIDADE DIVINA OU DIABÓLICA?

Quero iniciar este estudo com os dois textos bíblicos do domingo passado, sendo que o primeiro foi o da abertura do culto e o segundo o da mensagem que foi pregada; farei isto porque os dois textos se "casam" para formar uma só doutrina; e, assim sendo, lerei alguns versículos do capítulo 8 do Evangelho de João e alguns versos do Salmo 8.

João 8:31,32.

31. Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; 32. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Salmos 8:4-6.

4. Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? 5. Pois pouco menor o fizeste do que os anjos* [ver: Salmos 82:1,5 e Filipenses 2:5-11], e de glória e de honra o coroaste. 6. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés. [compare Gn. 1:26-28 com 1 Cor. 15:45-49 e Hb. 2:6-9; pois estes textos descrevem Cristo, quando homem, sendo feito à semelhança de Adão]. 

*Obs:- Nos Salmos 8:5 e 82:1,5 o termo usado é “elohiym” - deuses, anjos, juízes ou governadores – elohiym é o plural de “Elowahh” (Deus).

Agora quero levar os irmãos até o Salmo 82; vejam o que está escrito:

Salmos 82.

1. Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses*. 2. Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios?** 3. Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. 4. Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. 5. Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam***. 6. Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo****.  7. Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes*****. 8. Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações******.

* O julgamento começa pela casa de Deus [1 Pedro 4:17].

** Deus é Santo e exorta seu povo a ser santo também, e não aceitar os costumes dos ímpios no seu meio [1 Pedro 1:15].

*** Pobres, aflitos e necessitados – no sentido espiritual – são aqueles que estão em trevas porque ainda não conheceram a Deus; nós, noutro tempo, antes da nossa conversão a Cristo, também vivíamos em trevas [Ef. 5:8]; portanto, a nossa missão é evangelizar para que os oprimidos pelo diabo sejam libertos e venham à luz.

**** 1 João 4:15. “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus”.

***** Mt. 10:28. “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”.

****** João 12:48. Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.

O FILHO FAZ  IGUAL AO QUE O SEU PAI FAZ.

João 5:19. Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.

O Pai é Santo – o filho deve ser santo também; o Pai é justo – o filho deve ser justo também; o Pai ama o perdido – o filho deve amar também; o Pai é bondoso e misericordioso – o filho deve mostrar bondade e misericórdia em sua vida também; se somos filhos adotivos de Deus, o nosso exemplo de vida é o de Jesus Cristo, o Verbo divino, em quem fomos regenerados [1 Pe. 1:23]; e: “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” [1 João 2:6].

João 10:34-36.

34. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? 35. Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada, 36. Aquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?

Sim! Vós sois deuses! Àqueles a quem a Palavra de Deus foi dirigida, aqueles que a ouviram e creram nela, a todos quantos a receberam; Cristo lhes dá o poder de serem feitos filhos de Deus; filhos nascidos não do sangue, nem da carne, nem da vontade do homem, mas nascidos de Deus [João 1:12,13].

PAULO EXORTA À IGREJA DE COLOSSOS:

Colossenses 3:1-4.

1. Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. 2. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; 3. Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.

Ou seja, não somos mais do mundo, mas fomos tirados dele, e fomos comprados dele por Deus; comprados com o precioso sangue de seu Filho Jesus Cristo. Não mais pertencemos a nós mesmos, mas agora somos de Cristo, pois somos membros do seu corpo e assim “participantes da natureza divina” [1 Pe. 1:4b]; precisamos nos apegar e nos conscientizar destas verdades, e honrá-las diante de Deus e dos homens, pois quanto mais conhecermos ao Senhor, este conhecimento nos fará viver em santidade e justiça; e glorificará Àquele que nos escolheu para sermos sua propriedade exclusiva.

1 João 1:5-7.

5. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. 6. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. 7. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

1 João 2:1-6.

1. Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. 2. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 3. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. 4. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.  5. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. 6. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.

1 João 2:15-17.

15. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

A LUZ RESPLANDECE NAS TREVAS [João 1:5a].

Não são as trevas que prevalecem [João 1:5], mas é a luz que se apaga [Mat. 25:8 – Parábola das Dez Virgens] ou se esconde [Lucas 8:16].

Deus tem grande apreço por toda sua criação, porém Ele tem uma afeição especial pelo homem, pois o fez à sua imagem e semelhança; por causa disso o pôs por governo da Terra e de todas as criaturas debaixo do céu (Gn. 1:26-28).

Há um Salmo que diz: "Sois benditos do Senhor, que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens" (Salmos 115:15,16). O que vemos aqui é o estabelecimento de uma jurisdição, e é por isso que nós devemos sempre clamar em oração ao Senhor para que venha o Seu Reino, para que a Sua vontade seja feita nesta Terra como é feita no Céu (Mt. 6:10). Sendo assim, nós, como crentes em Jesus Cristo, devemos influenciar o mundo e jamais sermos influenciados por ele; o mundo está em trevas e nós somos luz no Senhor [Ef. 5:8], e aonde a luz chega, as trevas vão embora.

NÃO SUPORTARÃO A SÃ DOUTRINA [2 Tm. 4:3].

O ponto que quero tratar aqui é que nós da Igreja de Cristo, pelos séculos da nossa história, nos afastamos gradualmente da doutrina apostólica; e isto é tão verdade que hoje há crentes que “torcem o nariz” para ordenanças apostólicas das Epístolas doutrinárias do Novo Testamento, as quais foram registradas para que nós as cumpramos, pois somos o povo de Deus. O secularismo entrou de tal modo nas igrejas, que pregar hoje sobre a submissão da mulher ao homem, e que a mulher deve ter o seu cabelo crescido em sinal de autoridade, e que o homem não deve usar cabelo comprido (1 Cor. 11:1-16), tudo isto virou um palavrão; pois o feminismo, um dos pilares da doutrinação satânica do anticristo, aos poucos foi sendo acolhido por ministérios relapsos que se enraizou na mente dos crentes e agora acham normal igrejas evangélicas que têm pastoras no seu púlpito e na sua liderança; a coisa é tão séria que aqueles que deveriam defender a fé nas santas Escrituras, ignoram textos bíblicos claros de 1 Cor. 14:34-37 (34. As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. 35. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. 36. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? 37. Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.), e de 1 Tm. 2:11-15 (11. A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. 12. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio. 13. Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. 14. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. 15. Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso.); ou seja, ignoram que a mulher não pode exercer “autoridade de homem” (pastor, presbítero, evangelista, mestre, apóstolo) nas igrejas.

Alguns, porém, mesmo conhecendo estas passagens bíblicas de 1 Cor. 14 e de 1 Tm. 2; dirão que Paulo expôs o costume daquela época... Costume de época? Mentira! Paulo embasa sua doutrina na Lei, e o faz trazendo à memória a ordem da criação em Gn. 3, e que a inversão dessa ordem determinada por Deus resultou na queda humana e na expulsão do paraíso (a Palavra de Deus não foi dirigida à mulher, mas ao homem - Gn. 2:16,17; Eva deveria interrogar o seu marido [verso 35b] antes de comer do fruto da ciência do bem e do mal, pois o mandamento de Deus não saiu dela e nem veio somente para ela, isto é, o homem recebeu a ordem de Deus e a repassou à mulher[verso 36]); Paulo sabiamente faz da mesma forma como Jesus fez quando tratou da questão do divórcio em Mt. 19:4-6. Então não tem nada a ver com conceitos culturais da época dos apóstolos, mas de conceitos bíblicos que devem ser observados e acatados pela Igreja em qualquer tempo e lugar.

SANTIFICA-OS NA VERDADE; A TUA PALAVRA É A VERDADE [João 17:17].

Alguém já disse isto: "A salvação tira o homem do mundo, e a santificação tira o mundo do homem". Esta é pura verdade, porque os filhos de Israel foram tirados do Egito, mas levaram o Egito consigo, e por isso não puderam entrar na terra prometida, mas pereceram no deserto; contudo, as crianças e os que nasceram no deserto, esses alcançaram a promessa divina com Josué e Calebe, os únicos que homens de fé daquele povo que viu a "mão forte e o braço estendido" do Senhor na terra de faraó.

AS OVELHAS DE CRISTO OUVEM A SUA VOZ.

João 8:42-45,47.

42. Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. 43. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. 44. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. 45. Mas, porque vos digo a verdade, não me credes... 47. Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.

João 10:26-28.

26. Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. 27. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; 28. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.

QUEM PERTENCE AO SENHOR É SANTO.

Romanos 1:7. A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

1 Coríntios 1:2,3. (2). À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: (3). Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

2 Coríntios 1:1,2. (1). Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia, (2). Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Efésios 1.

1. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus, 2. Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Filipenses 1:1,2.

1. Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos, 2. Graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Colossenses 1:1,2.

1. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, 2. Aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos, graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai.

Romanos 5:1,2.

1. Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; 2. Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

CONCLUSÃO.

Alguém pode estar no pecado e ainda assim estar em paz com Deus? Não mesmo! Todos nós somos justificados por Deus por causa da fé em Jesus Cristo, por isso jamais nos gloriaremos em nós mesmos e em nossas próprias justiças [Is. 64:6 – nossas justiças são trapos de imundícia], mas sempre devemos nos gloriar no Filho de Deus, por que: Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

Certo dia, no meu trabalho, um colega contou que um de seus parentes se gabava dizendo ser “um salvo”; e argumentou que ninguém pode dizer isso de si mesmo, mas só Deus pode dizer quem é salvo e quem não é. Ao ouvir esse comentário fiquei a meditar no assunto e cheguei à conclusão bíblica de que quando um crente diz que é um salvo em Jesus Cristo, não está “se gabando em si mesmo”, mas glorificando a Deus e ao Seu Filho Jesus Cristo; pois foi por causa da obra redentora de Cristo consumada na cruz, que Deus proporcionou a salvação a todos os que creem em Jesus. E, como está escrito: "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor". (1 Cor. 1:31 e 2 Cor. 10:17).

Nas Epístolas aos Romanos, aos Coríntios, aos Efésios, aos Colossenses e aos Filipenses; Paulo chama aos crentes dessas igrejas de “santos”, e sobre todos eles Paulo invocou a graça e a paz com Deus; agora, como é que nós, que tomamos o Nome do Senhor Jesus Cristo sobre nós, e que estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais, e que somos membros da Igreja que é o Seu Corpo, e que todas as coisas Deus sujeitou debaixo dos pés de Jesus e, consequentemente da Igreja, e que por meio de Cristo nós somos participantes da natureza divina, isto é, da Trindade; como, apesar de tudo que nos foi revelado na Palavra de Deus dizemos que somos pecadores, e fracos, e que estamos cheios de falhas, como se ainda fossemos servos do pecado? Isto não é fé em Cristo, mas é descrença na Sua obra redentora e nas promessas de Deus. Desta forma não estamos exaltando o nosso Senhor Jesus Cristo neste mundo, mas confessando outros senhores sobre nossas vidas, como o pecado por exemplo. Assim não estamos nos gloriando no Senhor, mas na corrupção da nossa carne.

Romanos 6:11-14.

11. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; 13. Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como ressuscitados dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. 14. Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

Sim; nós ainda sofremos os ataques das paixões carnais, mas, em Cristo, contra-atacamos “nos despojando do velho homem que se corrompe pelas paixões do engano, e, renovando o espírito da nossa mente (crendo na Palavra), nos revestimos do novo homem que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade” [Ef. 4:22-24]; pois está escrito: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado; cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” [Hebreus 4:15,16].

Cristo se fez maldição por nós [Gl. 3:13] para nEle fôssemos feitos justiça de Deus [2 Cor. 5:21], e ele morreu por nós para que não vivamos mais para nós mesmos, mas para Ele [2 Cor. 5:15]. Em Cristo nós já morremos e a nossa vida está oculta com Cristo em Deus [Cl. 3:3]; Deus nos ressuscitou com Jesus, e nos fez assentar nas regiões celestiais; o Pai sujeitou todas as coisas aos pés de Cristo, a Igreja é o corpo de Cristo, logo todas as coisas estão sujeitas à Igreja também...

Levanta a tua Cabeça – que é Cristo – ó Igreja! É a Jesus Cristo a quem deves honras e glórias para todo sempre. Amém!

Ev. Levi.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

O ESPÍRITO SANTO NOS GUIARÁ EM TODA VERDADE.

 Hebreus 8:10,11 (Jer. 31:33,34).

10. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 11. E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.

João 16:12-14.

12. Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; 13. Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. 14. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

João 2:20,21.

20. E vós tendes a unção do Santo, e sabeis todas as coisas. 21. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.

1 Tessalonicenses 5:19-22.

19. Não apagueis o Espírito. 20. Não desprezeis as profecias; 21. Julgai todas as coisas, retende o que é bom; 22. Abstende-vos de toda forma de mal.

Provérbios 20:27. O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre.

Comentário.

Acho incrível que crentes em Jesus Cristo sejam levados em roda por qualquer vento de doutrina que apareça e acabem caindo no engano de homens fraudulentos (Ef. 4:14), que interpretam as Escrituras segundo suas mentes carnais; sim, acho incrível que isto aconteça com crentes que já professaram a sua fé no Senhor; pois se a pessoa creu mesmo em Jesus Cristo, e de verdade confessou Seu Nome, o Espírito Santo lhe foi dado; e se o Espírito Santo habita no crente, Ele o guiará em toda verdade porque esta é a promessa da Nova Aliança: que o Espírito Santo escreveria as Leis de Deus no coração dos crentes e as imprimiria em suas mentes; a este ato divino o apóstolo João chama-o de “a unção do Santo”, ou seja, a unção que dará aos cristãos discernimento das coisas que são de Deus, e os fará distinguir entre o Santo e o profano. Portanto, não posso crer que quem tem o testemunho do Espírito Santo dentro de si mesmo seja passível de cair no engano das falsas doutrinas; não mesmo! E mesmo que não tenhamos um grande conhecimento das Escrituras Sagradas, mesmo assim, o Espírito de verdade acusará quando a doutrina for contrária às Escrituras Sagradas, pois o Espírito Santo glorificará somente a Cristo; visto que é por meio dEle que mortificamos as obras da nossa carne (Rm. 8:13), para oferecermos o nosso culto racional de adoração verdadeira a Deus (Rm. 11:36 e 12:1; João 4:23,24); contudo, quem vive para as inclinações da carne, vive em constante inimizade contra Deus, pois não pode agradá-Lo (Rm. 8:7,8); e o fim destes, se não se arrependeram de se voltarem para o Senhor; será a retirada do Espírito Santo deles. 

Há, é claro, uma questão importante que devemos levar em consideração também, pois a Bíblia diz que "o espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo interior até o mais íntimo do ventre" (Prov. 20:27); sendo assim, em 1 Tess. 5:19, Paulo exorta-nos que "não apaguemos o Espírito"; mas de que modo poderia alguém apagar o Espírito Santo? Apagando a lâmpada do Senhor que é o nosso próprio espírito, como refere Provérbios 20:27. E como fazemos isso?! Entristecendo o Espírito Santo em nós habita (Ef. 4:30). Mas como o podemos entristecê-lo? Sendo desobedientes à Palavra de Deus, e endurecendo o nosso coração à Sua voz, e seguindo às nossas paixões carnais.

Se formos rebeldes contra o Senhor, Deus enviará e nos entregará ao espírito do erro (2 Tess. 2:11); e de amigo e defensor, o Espírito Santo se tornará em inimigo. Vejam o que Isaías profetizou:

"Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo; por isso se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles". (Isaías 63:10).

Portanto:

Hebreus 12:15-17.

15. Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma "raiz de amargura", brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

16. E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura.

17. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou.

Raiz de amargura - é idolatria - ver Deut. 29:18. (Para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor nosso Deus, para que vá "servir aos deuses destas nações"; para que entre vós não haja "raiz que dê veneno e fel").

Ev. Levi.