MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

sexta-feira, 24 de abril de 2015

CHARAGMA O SINAL (Apocalipse 13:16-17)

"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome" (Apocalipse 13:16-17).

Creio que há muitas possibilidades para a "marca da besta" além do bio-chip, da biometria e do código de barras. Em Mateus 5:29-30 está escrito: "Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno"; se compararmos com Apocalipse 13:16-17, faz-se nestes trechos uma concordância entre a mão direita e o olho direito que escandalizam e a mão direita ou a testa que recebem a marca ou sinal dos adoradores da besta. A palavra "marca" do grego "charax" (charagma) significa: "pôr estaca dentro de", "aderir dentro de" ou "entalhar". 

O sinal, ou o nome, ou o número da besta realmente tem a ver com adoração. Vejam o que Jesus disse: " Ninguém pode servir (ADORAR) a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar (ADORAR) o outro, ou se dedicará (ADORARÁ) a um e desprezará o outro. Não podeis servir (ADORAR) a Deus e a Mamom" (ou as riquezas) (Mateus 6:24). "Nenhum servo pode servir (ADORAR) dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar (ADORAR) o outro, ou se há de chegar (ADORAR) a um e desprezar o outro. Não podeis servir (ADORAR) a Deus e a Mamom" (ou as riquezas do mundo) (Lucas 16:13). O apóstolo João completa: "Não ameis (ADOREIS) o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama (ADORA) o mundo, o amor do Pai (JESUS CRISTO) não está nele" (1 João 2:15).

Em outras pesquisas encontrei isto: "A marca deve ser algum tipo de tatuagem ou estigma, semelhante às que recebiam os soldados, escravos e devotos dos templos na época de João. Na Ásia Menor, os seguidores das religiões pagãs tinham prazer em exibir essas tatuagens para mostrar que serviam a um determinado deus. No Egito, Ptolomeu IV Filopátor (221- 203 a.C.) marcava com o desenho de uma folha de trevo os judeus que se submetiam ao cadastramento, simbolizando a servidão ao deus Dionísio (cf. 3 Macabeus 2.29). Esse significado lembra a antiga prática de usar marcas para tornar pública a fé religiosa do seu portador (cf. Isaías 44.5), e também a prática de marcar os escravos a fogo com o nome ou símbolo de seu proprietário (cf. Gl 6.17). O termo charagma ("marca") também era usado para designar as imagens ou nomes dos imperadores, cunhadas nas moedas romanas e, portanto, poderia muito bem aplicar-se ao emblema da besta colocado sobre as pessoas" (Revista Chamada da Meia Noite).

No Livro de Levítico capítulo 19 verso 28 diz assim: Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis "marca" alguma sobre a vossa carne. Eu sou o Senhor.
O que no português João Ferreira de Almeida traduziu como "MARCA", em hebraico está escrito: "KAKA". A palavra "KAKA" significa literalmente "TATUAGEM".

Acho que poucos se tocaram que a "Besta" descrita no Apocalipse 13 já atua no mundo há muito tempo (veja Gênesis 10:8-10 e Daniel 7), então ela não está por vir. Em Mateus 6:24 e Lucas 16:13, Jesus afirma que ninguém pode servir a dois senhores (Deus e Mamom) sendo que a busca pelas riquezas deste mundo é antagônica à busca do reino do céu.

O verichip é atualmente o ápice da tecnologia censora, isto é, qual é o rei que que, indo à guerra, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? (Lucas 14:31). Tudo começou com o intuito de recensear os súditos de um reino fosse para fins tributários ou de alistamento militar. Esta prática foi condenada por Deus em 1 Crônicas 21:1-7, pois a mesma foi incitada pelo próprio satanás.

O recenseamento humano tem haver com o controle e o poder dos governantes sobre os governados e durante milênios os métodos foram sendo aperfeiçoados: números, carteiras de identidades, impressão digital, código de barras, senhas e chips eletrônicos. As discussões sobre o verichip distanciam-se da verdade quando omitem que a aceitação de seu implante na mão ou em outro lugar diz claramente que o implantado aceita as condições para o seu uso; será que ninguém lê um contrato quando assina? Veja que quando alguém abre uma conta em um banco, adquire um cartão de crédito ou faz plano de saúde, os contratos possuem uma cláusula das "condições de uso", as quais devem ser aceitas pelo proponente, senão não poderá usufruir do benefício. Será a mesma coisa com implante do chip RFID, quem concordar em recebê-lo também concordará com as suas "condições de uso", porque ninguém pode servir a dois senhores, ou há de amar um e aborrecer o outro, ou vice e versa. Fiquem alerta!   

Os métodos de identificação funcionam como laboratório para uma tecnologia de abrangência mundial que será adotada por todas as nações visando a substituição do dinheiro físico (papel moeda) nas transações e também um controle total do Estado sobre os cidadãos. Veja o vídeo abaixo.

L. M. S.




quarta-feira, 15 de abril de 2015

DIGA A VERDADE E TE ODIARÃO.

"Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia" (1 João 3:13)
Desde criança nos dizem para somente falarmos a verdade, pois quem diz a verdade não merece castigo. Aí chega a idade escolar e lá aprendemos que não podemos dizer a verdade se ela comprometer os outros, pois quem assim o faz é um "dedo duro" passível de punição pelos que querem esconder-se na mentira.
Com o passar dos anos vamos nos acostumando com a mentira e para ser mais confortável à nossa consciência, não chamamos de "mentira", mas de "desculpa". Ficamos tão "bons" nisso que mentimos até para nós mesmos.
A verdade é que nos tornamos amantes da mentira. A mentira nos consola, nos anima, massageia o ego, diz palavras suaves aos ouvidos, encobre os erros, dita as regras da etiqueta e por pior que seja o nosso procedimento, nos fará aceitáveis no meio de uma sociedade que gosta do que é aparente e superficial. Por esse motivo abandonamos nossos princípios porque são vistos como preconceito, reprimimos e amoldamos o que cremos frente ao modismo que está em voga e engolimos à seco os ditames de um mundo politicamente correto.
Alguém escreveu assim: "O politicamente correto é uma forma de censura ao livre pensamento que visa sua anulação em nome de um falso bem"; eu acrescentaria que também visa a anulação da verdade, em outras palavras, ser politicamente correto é ser mentiroso para si e para outrem.
O que mais se vê hoje em dia são pessoas adequadas ao meio, elas são tão superficiais que não querem o confronto com os formadores de opinião, sendo portanto, mais fácil aceitar conceitos impostos do que construir suas próprias ideias, talvez seja por medo ou por comodismo.
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".(João 8:32)
Morremos no espírito quando sufocamos a verdade, por isso deixemos toda a mentira, e falemos a verdade cada um com o seu próximo (Efésios 4:25). A verdade liberta o homem dos falsos amigos, atrai os que são sinceros e torna inescusáveis os dissimulados.
L. M. S.

O QUE É A VERDADE? (João 18:38)

Esta foi a pergunta de Pilatos a Jesus, quando Cristo disse que a sua missão era dar testemunho da verdade, mas que somente os que eram da verdade o ouviriam.
Hoje, na mente de muitos, a verdade é tida como algo relativo, isto é, depende dos fatores culturais de uma sociedade. Desta maneira a verdade vem perdendo seu valor a cada dia, pois misturada com as paixões converteu-se em adaptações convenientes.
Mas o que é a verdade? A verdade é algo testado e percebido ao longo da história humana, pois o que houve na antiguidade tornou-se um exemplo para as civilizações descendentes, de tanto que os grandes estrategistas militares conseguiram sucesso em suas empreitadas, quando aplicaram em suas campanhas os conhecimentos sobre a história bélica dos povos antigos.
A verdade não muda com o tempo porque ela é linear, mas os costumes não. Os costumes mudam com o passar dos anos e eles tendem a buscar adequações em todos os níveis sociais tais como na religião, na moda, conceitos morais, leis, regras, pontos de vista... Não será por causa da evolução dos costumes que a verdade deixará de ser o que é, embora pensem assim os que dizem que ela é relativa.
A verdade não deixará de ser verdade por que alguns querem ignorá-la; mais cedo ou mais tarde o seu peso se fará sentir. Ela e a justiça andam juntas, pois a segunda não pode existir sem a primeira. Portanto o que é justo depende essencialmente do que é verdadeiro e isto é primordial na vida em sociedade. Então sem a verdade não se pode fazer a justiça.
"Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte" (Provérbios 16:25).
A verdade compõe-se de preceitos atemporais que alertam do resultado final de acordo com os meios utilizados. O homem comum diz: "Errar é humano e todos nós aprendemos com os nossos erros"; já o homem sábio diz: "Aprenderemos mais ainda se também nos guardarmos dos erros cometidos por outros".
Temos uma existência sequencial, linear, mas nem todos aprendem com suas experiências ruins, muitos vivem desregradamente e padecem por isso, tudo porque o seu conceito da verdade está deturpado. A verdade é radical, é raiz na terra e não folha ao vento.
Por isso não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: o justo viverá pela fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta; as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. (Romanos 1: 16-20-25).
L. M. S.

KABED e KABOWD - A DENSIDADE DA GLÓRIA DE DEUS.



Curiosidades do hebraico - A palavra GLÓRIA em hebraico é KABOWD; a palavra DENSO (peso) é KAVED. O curioso aqui é que estas duas palavras são como sinônimos, ou seja, a GLÓRIA de Deus é DENSA - palpável. Partindo deste raciocínio podemos entender o que aconteceu quando da dedicação do Templo no reinado de Salomão filho de Davi.
2 Crônicas 5:13-14.
"E aconteceu que, quando eles UNIFORMEMENTE tocavam as trombetas, e cantavam, PARA FAZEREM OUVIR UMA SÓ VOZ, bendizendo e louvando ao Senhor; e levantando eles a voz com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre, ENTÃO A CASA SE ENCHEU DE UMA NUVEM, a saber, A CASA DO SENHOR; e os sacerdotes NÃO PODIAM PERMANECER EM PÉ, para ministrar, por causa da nuvem; PORQUE A GLÓRIA DO SENHOR ENCHEU A CASA DE DEUS". 
Quando Salomão pôs-se de joelhos e intercedeu por todo o povo de Israel diante do Senhor, novamente a presença gloriosa de Deus manifestou-se: "Assim que Salomão acabou de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios, e a glória do Senhor encheu o templo. Os sacerdotes não conseguiam entrar no templo do Senhor, porque a glória do Senhor o enchia" (2 Crônicas 7:1-2).
Que cena maravilhosa! Vemos aqui que quando a presença da glória do Senhor se manifesta no meio do povo que se chama pelo Seu Nome, não há espaço para o ministrar dos homens, mas somente do Espírito; homens não permanecem em pé diante de Deus, mas de joelhos, isto é, a soberba vai por terra e quando a carne se põe no seu lugar que é o pó, os verdadeiros adoradores poderão adorar a Deus em espírito e em verdade (João 4:24). Coisa semelhante aconteceu em Atos dos Apóstolos (cap. 2: 1-4) quando veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso que encheu toda a casa, e no cenáculo todos foram cheios do Espírito Santo porque estavam todos "CONCORDEMENTE NO MESMO LUGAR"; ou ainda quando os apóstolos depois de presos e ameaçados pelos príncipes dos sacerdotes por ensinarem o Nome de Jesus no Templo, ao retornarem para os seus, se reuniram e oraram, e o lugar em que estavam "moveu-se", ou seja, a terra tremeu quando o Espírito Santo entrou naquele edifício; e todos foram cheios do Espírito Santo, e com ousadia saíram anunciando a Palavra de Deus (Atos 4:31). É por isso que o apóstolo Paulo exortava aos crentes assim: "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que DIGAIS TODOS UMA MESMA COISA, E QUE NÃO HAJA ENTRE VÓS DISSENSÕES; antes SEJAIS UNIDOS EM UM MESMO PENSAMENTO e EM UM MESMO PARECER" (1 Coríntios 1:10). Creio que Paulo pela fé, já visualizava a ausência do Espírito Santo no meio cristão, devido ao cultivo das falsas doutrinas provocadoras de divisões; pois Paulo, antes de nomear as sete colunas do Evangelho de Cristo [que são: um só Corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus Pai] disse: [Efésios 4:1-3] 1. "Rogo-vos, pois, eu, o preso de Senhor, que andeis como é digno da vossa vocação com que fostes chamados, 2. Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, 3. Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz".
Isaías 6:4 descreve também que a glória de Deus tem peso, pois que o limiar e/ou umbrais, isto é, a soleira e os batentes da porta do Templo se moveram à voz dos serafins quando a glória do Senhor entrava no Templo e enchia toda a Casa. Jesus disse que haveria um fardo e um jugo a serem carregados por seus seguidores [Mateus 11:29,30]; em 1 Pedro 4:14; o apóstolo exorta a todos nós que, se pelo Nome de Cristo somos maltratados, somos então bem-aventurados, porque sobre nós repousa o Espírito da glória de Deus; ou seja, a tribulação por carregar o fardo e o jugo de Jesus, isto é, o Seu Nome neste mundo; é leve e momentânea se comparada com o peso eterno de glória mui excelente que se produzirá em nós; se, contudo, não atentarmos nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem; porque as visíveis são temporais, mas as invisíveis são eternas [2 Cor. 4:17,18].    
Meus irmãos! Quando os crentes estiverem num só coração, num só intento e numa só fé, quando louvarem em UNÍSSONO a Deus com suas vidas, seus trabalhos, seus bens, seus lábios; e quando comungarem tudo com todos os santos irmãos em Cristo, a Glória de Deus será Densa e Palpável onde quer que dois ou três reunirem-se em Nome de Jesus.
(Glória no hebraico é Hesed ou Kabowd. Outros significados para a palavra Hesed, além de glória, também são solidariedade, bondade ou lealdade. Para Kabowd, outros significados são grandeza, honra, presença (de Deus). São sinônimos de Glória: fausto, magnificência, halo, prestígio, resplendor, insígnia, triunfo, aura, fama, notoriedade, renome, brilho).
Ev. Levi.

sábado, 11 de abril de 2015

TER FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA.



E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, “se tiverdes fé como um grão de mostarda”, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. (Mateus 17: 20)

E disse o Senhor: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda”, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria. (Lucas 17: 6)

E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? (Marcos 4: 39-40).

Há algum tempo atrás ouvi um pregador dizer que certa vez assistindo a um estudo bíblico ele ficou frustrado, pois não aprendeu nada e até no que já sabia ficou com dúvidas. Realmente é assim em muitos lugares, pois a gente ouve erros interpretativos por causa de leituras superficiais das Escrituras. Quantas vezes eu ouvi pregações sobre “a fé e o grão de mostarda” sem me acrescentar nada e ainda pôr dúvidas na minha mente cristã infantil.

UMA COMPARAÇÃO QUE JESUS SEQUER MENCIONOU.

Certos pregadores da Bíblia expõem o texto de Mateus 17: 20 e de Lucas 17: 6 assim: ”Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: lança-te no mar...” Que bagunça! A suficiência de uma fé do tamanho de um grão?! Espere um pouco! Se eu não preciso ter muita fé, isto é, se uma pequena fé já é suficiente para mover montanhas, então porque é que Cristo sempre repreendia os discípulos chamando-os de homens de pouca ou pequena fé? (Mateus 6: 30,14: 31; Lucas 12: 28, 24: 25; João 20: 27). Por causa de leituras superficiais das Escrituras surgem as falsas doutrinas e daí o entendimento do cristão entra em parafuso!

O GRÃO DE MOSTARDA É O EXEMPLO

Quando lemos os versos corretamente, entendemos que Jesus está ensinando que o grão de mostarda não é referência de grandeza para a o tamanho da fé, mas um exemplo de humildade e simplicidade. Eu quero dizer que o grão de mostarda apesar de ser a menor das sementes, sabe das determinações dadas pelo seu Criador e quando ele é lançado na terra não duvida da germinação e nem do crescimento que acontecerá, transformando-o de um insignificante grão na maior das hortaliças, pois é certo para ele que tal coisa se fará. Isto é fé simples e natural de um coração convertido, esta é a fé como a fé de um grão de mostarda.

“... Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito” (Mateus 21: 21; Marcos 11: 23).
L. M. S.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O QUE É A GRANDE TRIBULAÇÃO E PARA QUEM ELA SE DESTINA?

Ao entender o que é o TRIBULUM (debulhador) e para o que ele serve, nós vamos compreender melhor o que é a GRANDE TRIBULAÇÃO e qual é o propósito de Deus, para Seu povo e para o mundo.

Tribulum é um instrumento agrícola da antiguidade que tornou-se popular no Império Romano para debulhar grãos como os do trigo e da cevada separando-os da sua palha. Ele era uma prancha de madeira parecida com um trenó, na sua parte inferior era cravejada de seixos afiados ou lâminas de ferro, ou ainda dotado de rodas como no modelo egípcio. Podia ser puxado por bois e o condutor ficava em pé ou sentado sobre o tribulum. Na eira eram trazidos os feixes de trigo e dispostos no chão, aí entrava em cena o tribulum que, passando por cima dos molhos, os trilhavam separando a palha dos grãos sem danificá-los. As ervas daninhas eram separadas antes do processo.

Isaías 28:27-28



“O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno” (Mateus 13: 38).

“Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará” (Mateus 3: 2),

 “Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro” (Mateus 13: 30).

Se o trigo, a boa semente, deve ser trilhado antes de ser recolhido no celeiro, então como é que podem alguns pregadores defenderem a ideia de que os filhos do reino serão arrebatados antes da grande tribulação? A Bíblia diz que o joio será colhido e atado em molhos antes de serem destinados ao fogo, já o trigo é levado até a eira onde passa pela tribulação para desprender-se da palha que será queimada e o grão limpo irá para o celeiro de Deus.

E o Senhor vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as nações às quais o Senhor vos conduzirá. E ali servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não vêem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. Então dali buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiverdes em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz” (Deuteronômio 4: 27 – 30).

Não há nenhum propósito para o ceifeiro trilhar o joio, pois sendo uma erva daninha, não serve para alimento e o seu único fim é ser queimado e virar cinzas com a palha retirada do trigo.

É curioso que as eiras fiquem estrategicamente em locais expostos ao vento, porque passando o tribulum sobre os molhos, o soprar dos ventos leva a palha para longe dos grãos que serão recolhidos com a pá (Salmo 1: 4 “... os ímpios são como a palha que o vento dispersa”). 

Além da tribulação do trigo, os grãos limpos devem ainda passar pelo fogo para uma completa secagem antes de serem guardados evitando que se estraguem no celeiro. Comparemos isto com o que o apóstolo Paulo escreveu: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1 Coríntios 3: 11 – 15).

Portanto sigamos o conselho de Jesus Cristo: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lucas 21:34-36).
L. M. S.


terça-feira, 7 de abril de 2015

TRIBULUM


TRIBULUM DE RODAS - ISAÍAS 28:26-28
Você nunca sabe o que o espera quando lê a Bíblia! Por exemplo, de repente você se depara com esta passagem: “Porque o endro não se trilha com instrumento de trilhar, nem sobre os cominhos passa a roda de carro; mas com uma vara se sacode o endro e o cominho com pau” (Isaías 28: 27). Assim, o trabalho comum de uma fazenda antiga abre-se diante de nós como um panorama de revelação.
A pequena semente do endro sai com facilidade do seu esconderijo sobre o caule. Uma pequena sacudida deixa-a livre. Para realizar a colheita, necessita-se apenas de uma vara. No entanto, outros grãos são mencionados pelo profeta: trigo e cevada. Estes não se soltam tão depressa. Rodas de carro precisam passar por eles, amassando-os a fim de desprendê-los.   
O profeta também fala de lavrar ou sulcar (verso 24). Uma referência é feita às pedras de moinho: “Acaso é esmiuçado o cereal?” (verso 28). Aparentemente, a ideia global é de que algumas colheitas precisam passar por algum tipo de ataque a fim de produzir alimento. O lavrador deve rasgar o solo e o rastelo deve feri-lo com firmeza. As rodas do carro passam por cima do trigo. A vara sacode o caule do endro.
Mas de que se trata tudo isso? Os anciãos tinham uma palavra que se referia a todo este processo de produzir pão. A palavra era “TRIBULUM”. Em seu sentido exato, significava algum tipo de instrumento debulhador, mas também poderia ser aplicada ao lavrar e sulcar da terra, bem como ao triturar dos grãos pelas rodas do carro. Da raiz, “TRIBULUM”, vem a palavra “TRIBULAÇÃO”. Em outras palavras, o pão que se serve à mesa vem da tribulação!
O profeta aplica a sua parábola: o povo de Deus se havia desviado. Então a sua resposta era o “TRIBULUM”. Ele o estava trazendo de volta – pelo caminho duro! Alguns haviam sido endireitados apenas com uma leve sacudida – assim como a batida leve no caule do endro. Outros precisavam sentir o peso das rodas do carro.
Alguns discípulos modernos parecem pensar que a tribulação é apenas para o povo do diabo! Mas, nas Escrituras, salvo uma ou duas exceções, o termo tribulação é aplicado ao povo de Deus – até mesmo para alguns dos melhores do Seu povo. “Firme nas promessas” é o que muitos afirmam. Mas quantas dessas pessoas têm considerado a promessa um tanto negativa feita por Jesus e que “No mundo tereis aflições” (João 18: 33)?
A igreja primitiva cria nessa promessa, eles estavam cônscios de que seriam pressionados pelo mundo não cristão. Paulo e Barnabé visitaram muitas igrejas, encorajando-as a permanecerem fiéis, lembrando-as de que “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14: 22).        
Os cristãos primitivos não apenas esperavam a tribulação, mas achavam nela um grande propósito. Ela produzia perseverança, e a perseverança moldava o caráter cristão. De um caráter são emanava uma poderosa esperança (Romanos 5: 3, 4). Jesus predisse que a maior tribulação de todas (Mateus 24: 21) resultaria em inúmeras multidões de pessoas cantando sobre a redenção e libertação (Apocalipse 17: 14).
Além disso, esses primeiros cristãos davam a impressão de ter encontrado alegria, consolo e até mesmo exultação na tribulação! “Sinto-me grandemente confortado”, escreveu Paulo aos Coríntios, “e transbordo de júbilo em toda a nossa tribulação (2 Coríntios 7: 4). Aos Romanos, ele disse que se gloriava em suas dificuldades (Romanos 5: 2).
Em sua parábola, Isaías não indica que o Senhor  Se sente satisfeito com o uso do “tribulum”, a menos que tornem os homens produtivos para a retidão. Ele garante que o “tribulum” terminará quando o seu propósito for cumprido. “O lavrador nem sempre o está debulhando” (verso 28). O profeta nos assegura que Deus não é cruel, pois ”Ele é maravilhoso em conselho e grande em sabedoria” (verso 29).
A vara descansará e as rodas do carro irão parar quando o trabalho for terminado. O processo é duro, mas o Senhor sabe qual é o peso dos portões do inferno, e estes não prevalecerão contra aqueles que Ele tem provado e disciplinado.
Ele está disposto a tornar-nos co-herdeiros com o Seu Filho, a coroar príncipes do universo, e a produzir reis e sacerdotes para Deus (Apocalipse 5: 10)! Ele sabe o que está fazendo,  Jesus tem-nos dado uma oração para os dias de escuridão: “Todavia não seja feita a minha vontade, mas a Tua” (Lucas 22: 42).
LON WOODRUM – THE WAR CRY (O GRITO DE GUERRA).
(FILIPINAS).